Inovação, transformação digital e formação de novas lideranças são tema de fórum industrial
Conselho de Novas Lideranças Industriais (CNLI) da FIEB promove fórum para estimular a inovação, fortalecer a continuidade dos negócios e preparar a próxima geração de líderes industriais da Bahia

O SENAI Cimatec, recebeu, nesta quinta-feira (5), a terceira edição do Fórum Baiano de Novas Lideranças Industriais. Com o tema “Protagonismo, Inovação e Transformação Digital”, o evento reuniu empresários, executivos e especialistas para discutir os desafios e oportunidades que moldam o futuro da indústria. A iniciativa foi realizada em parceria entre o Sebrae Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), por meio do seu Conselho de Novas Lideranças Industriais.
O fórum reforça a missão do grupo de estimular a cultura da inovação, fomentar a troca de experiências entre empresários e preparar uma nova geração de líderes capaz de garantir a continuidade dos negócios industriais e o fortalecimento da economia baiana. Formado por jovens empresários e executivos, o conselho atua como um espaço permanente de desenvolvimento de lideranças e construção de soluções para aumentar a competitividade da indústria.
Para a presidente do Conselho de Novas Lideranças Industriais da FIEB, Gabriela Oliveira, o desafio das novas gerações é conciliar a experiência acumulada pelas empresas com novas perspectivas de gestão e inovação. “As novas lideranças podem contribuir muito para trazer a inovação para dentro da indústria. Nosso papel é conciliar tudo o que já foi construído ao longo dos anos com novas ideias, tecnologias e modelos de negócio, fortalecendo cada vez mais o setor industrial baiano”, destacou.
A proposta do encontro foi justamente aproximar os participantes de experiências práticas e tendências que possam ser incorporadas às empresas. “Somos empresários e executivos unidos pelo propósito de fortalecer a indústria baiana por meio de reuniões, visitas técnicas e programas de capacitação. Queremos que cada participante saia daqui com ideias aplicáveis para tornar seus negócios mais competitivos e preparados para o futuro”, acrescentou Gabriela.
As discussões ao longo do evento reforçaram a importância da modernização e da capacidade de adaptação das empresas diante das transformações tecnológicas e dos novos modelos de mercado. O coordenador de Indústria do Sebrae Bahia, Tércio Calmon, destacou a contribuição das novas gerações para esse movimento. “É importante reconhecer o papel da força jovem junto à indústria para elevar ainda mais o patamar de inovação. Isso ajudará a posicionar a Bahia e o Brasil no lugar que merecem. Também entendemos a importância estratégica dos pequenos negócios nessa cadeia produtiva”, afirmou.
A relevância da inovação para a competitividade industrial também foi ressaltada pelo vice-presidente da FIEB, Hilton Barbosa Lima. “O Brasil ainda apresenta desafios nessa área, mas isso também representa uma oportunidade. Quem inovar primeiro poderá sair na frente. Eventos como este oferecem conhecimento prático para que as empresas se tornem cada vez mais competitivas”, observou.
A superintendente do IEL Bahia, Edneide Lima, destacou o papel transformador das novas lideranças. “Os novos líderes carregam uma inquietação natural pela inovação, o que impulsiona a modernização das empresas. E uma indústria inovadora é, necessariamente, mais produtiva”, pontuou.
A vice-reitora da Universidade SENAI Cimatec, Josiane Dantas, chamou atenção para a necessidade de qualificação permanente. “Vivemos um movimento contínuo de inovação e desenvolvimento de pessoas. A formação de talentos é essencial para aumentar a competitividade da indústria em um mercado cada vez mais dinâmico e globalizado”, afirmou.
Troca de experiências
A programação contou com palestras e painéis voltados à aplicação da inovação no ambiente empresarial. O diretor de inovação da Wellhub, Marcos Gurgel, abriu a agenda de conteúdo com a palestra “O jogo mudou. E a sua empresa?”, compartilhando aprendizados extraídos da trajetória de empresas de alto crescimento.


Durante sua apresentação, Gurgel defendeu que a inovação deve ser incorporada à cultura organizacional. “Repensar a inovação é deixar de enxergá-la como um departamento e passar a entendê-la como um comportamento. É olhar para processos, para o portfólio de ideias e, principalmente, para a experimentação. Construir uma cultura de inovação leva de três a cinco anos e exige que as pessoas tenham segurança para arriscar e testar novas soluções”, explicou.
O painel “Da ideia ao crescimento: histórias reais de quem faz acontecer”, mediado por Luiz Gaban, reuniu experiências de empresas que transformaram ideias em negócios de sucesso. Participaram Gustavo Secco, diretor da Novabrink, Pablo Farias, CEO do Loucos por Coxinha, e Bruno Brandão, diretor executivo da Singular Pharma.
Ao compartilhar o caso da criação de produtos licenciados de grande alcance nacional, como o boneco do influenciador Lucas Neto, Gustavo Secco ressaltou a importância da persistência para transformar uma ideia em resultado. “É preciso acreditar no projeto e trabalhar continuamente para que ele aconteça, porque as coisas não acontecem sozinhas”, afirmou.
O evento foi encerrado com o Tech Lab, voltado à demonstração de soluções tecnológicas para a indústria, além de um painel sobre acesso a crédito e instrumentos financeiros para apoiar a expansão e a continuidade dos negócios inovadores.
*Com informações da Agência Sebrae de Notícias