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4 de novembro de 2026

VI Fórum da Indústria Baiana debate estratégias para ampliar presença de produtos locais no mercado

Fórum foi realizado na sede da FIEB, reunindo lideranças do setor produtivo, varejo e do governo. Foto: Sistema FIEB.

Representantes da indústria, do varejo, do governo estadual e do comércio eletrônico se reuniram nesta terça-feira (4), na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador, para discutir caminhos que ampliem a participação dos produtos baianos no mercado local e nacional durante o VI Fórum da Indústria Baiana. Com o tema “Acesso a Mercado: Demandas e Oportunidades da Indústria Baiana”, o evento foi promovido pela FIEB, por meio do Conselho de Micro, Pequenas e Médias Indústrias (COMPEMI), em parceria com o Sebrae Bahia.

Ao longo de suas seis edições, o Fórum vem se consolidando como um espaço de diálogo, construção de oportunidades e fortalecimento da indústria baiana. Neste ano, o foco esteve voltado para as indústrias de bens de consumo e os desafios relacionados à ampliação do acesso aos mercados, ao fortalecimento da presença dos produtos fabricados na Bahia e à geração de novos negócios.

Na abertura do encontro, o presidente do COMPEMI, Raul Costa de Menezes, idealizador do Fórum desde sua primeira edição, destacou a importância da aproximação entre as pequenas e médias indústrias e as instituições de apoio ao setor. Segundo ele, apesar dos desafios enfrentados pelas pequenas empresas, é fundamental fortalecer o associativismo e a construção coletiva de soluções para o setor. “Somos mais de 20 mil empresas de pequeno porte que industrializam na Bahia”, lembrou.

“Queremos saber como a indústria baiana pode ocupar mais espaço no varejo, como podemos vender mais para o comércio. O varejo e o comércio baianos só vão comprar mais produtos locais se formos competitivos”, destacou.

Representando a FIEB, o presidente Carlos Henrique Passos ressaltou que a entidade busca ampliar a participação dos empresários nas discussões sobre o desenvolvimento industrial do estado. “A cada momento procuramos trazer mais empresários para a discussão e a contribuição com ideias. Juntos somos mais fortes e devemos perseguir essa força”, afirmou.

O coordenador de Indústria do Sebrae Bahia, Tércio Calmon, destacou a parceria entre as instituições para tratar de temas relevantes para o desenvolvimento industrial. “Criamos uma agenda para debater assuntos de interesse da indústria. Hoje o tema reúne lideranças da indústria baiana de bens de consumo. O Fórum evolui com a indústria, promovendo entregas constantes e conexões que contribuem para a competitividade das empresas”, afirmou.

Novos canais e oportunidades

Durante o painel sobre tendências de mercado, Válbete Lima, da Superintendência de Gestão Patrimonial para o Desenvolvimento Produtivo (SUDEP), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia (SDE), apresentou dados que evidenciam o potencial de crescimento das empresas baianas no comércio eletrônico. Lima mostrou que a Bahia é hoje o sexto maior comprador do mercado online brasileiro, mas ocupa apenas a 11ª posição entre os estados vendedores. Os dados mostram ainda que 90,28% das compras realizadas pelos consumidores baianos vêm de outros estados, enquanto apenas 9,77% são atendidas por empresas locais.

Como exemplo, Válbete citou o setor calçadista baiano. “A Bahia é um importante polo produtor de calçados, mas boa parte dessa produção é vendida para Minas Gerais, que depois comercializa esses produtos no ambiente digital para consumidores baianos”, observou.

Ele argumentou que o setor produtivo precisa encontrar outras formas de se posicionar no mercado: “É importante que o setor industrial entenda que precisamos agir nesse sentido. Devemos pensar em centros de distribuição e abrir a cabeça para novos modelos de negócios”, afirmou.

Aproximação com o varejo

Representando o setor supermercadista, o diretor e sócio-fundador da RedeMix Supermercados, João Cláudio Nunes, destacou a importância de a indústria investir não apenas na qualidade dos produtos, mas também nos processos de atendimento e relacionamento comercial.

Para ele, algumas empresas baianas já se destacam nesse cenário, em função da qualidade de serviço que oferecem. “Nosso maior fornecedor de proteína animal é uma empresa baiana, assim como outras locais que vem conquistando espaço pela excelência do seu trabalho”, afirmou.

Oportunidades no comércio eletrônico

Encerrando a programação de palestras, Marcus Paim, do Mercado Livre, apresentou oportunidades para que as indústrias baianas ampliem sua presença nos canais digitais. Com experiência em varejo, desenvolvimento de negócios, meios de pagamento e expansão de mercados, ele destacou que a plataforma tem condições de apoiar empresas em diferentes etapas da jornada digital.

“Queremos apoiar vocês no desenvolvimento dessa cultura, ajudando a colocar os produtos na plataforma, otimizar a operação e construir uma precificação adequada para que oportunidades não sejam perdidas. A Bahia tem muitos produtos competitivos”, afirmou.

Ao final do encontro, empresários participaram de um momento de escuta e construção coletiva promovido pelo COMPEMI, dando continuidade ao trabalho de identificação de demandas e oportunidades para o fortalecimento da indústria baiana.

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