Tecle ENTER para pesquisar ou ESC para sair

NOTÍCIAS

6 de novembro de 2026

CITEC reinicia ações para fortalecer conexão entre indústria, inovação e fomento na Bahia

Conselhos FIEB FIEB Inovação
Alexandre Landim será o presidente do Citec nesta nova etapa de atuação. Fotos: Wilson Sabadin/Coperphoto/Sistema FIEB.

O encontro de mobilização do Conselho de Inovação e Tecnologia – CITEC foi realizado na sede da FIEB e marcou o início de uma nova etapa desse Conselho, que tem como foco a articulação de soluções para os desafios da indústria baiana.

Representantes da indústria, governo, universidades, instituições de fomento, startups e Hubs de inovação participaram nesta terça-feira (3), na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), desse importante encontro. A iniciativa busca fortalecer a articulação entre diferentes atores para impulsionar a inovação, a competitividade industrial e o desenvolvimento econômico do estado.

Presidente do CITEC nesta nova fase, Alexandre Landim destacou que o principal desafio do conselho será construir um ambiente cada vez mais favorável à inovação no estado. Segundo ele, o grupo nasce com a missão de conectar pessoas, instituições e parceiros estratégicos capazes de transformar demandas da indústria em soluções concretas. “Vamos transformar os desafios da nossa indústria em soluções para uma Bahia mais inovadora, competitiva e inclusiva”, afirmou.

A nova estrutura contará com agendas mensais de trabalho e promoverá encontros periódicos, como a chamada “Quinta da Inovação”, para ampliar a interação entre empresas, especialistas e agentes de fomento.

Pesquisa e conexão com o mercado

Com a retomada do CITEC, a expectativa é consolidar um ambiente mais colaborativo e conectado, capaz de aproximar demandas industriais, conhecimento científico e mecanismos de financiamento, fortalecendo a competitividade da indústria baiana e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do estado. Participante da primeira edição do conselho, Eunice Habib, que será a próxima vice-presidente do CITEC, destacou o potencial do capital humano baiano e defendeu maior articulação entre os diferentes atores do ecossistema.

Para ela, os indicadores de competitividade mostram que ainda há espaço para avanços. “Quando participei da primeira edição, pensava em quanta gente boa estava reunida ali. Temos capital humano. A Bahia está em 21º lugar em competitividade e em 13º em inovação. Isso me incomoda. O que está faltando para avançarmos?”, questionou.

Para o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, ainda existe uma lacuna na conexão entre a produção acadêmica e as demandas do mercado, o que exige maior integração entre os diferentes agentes envolvidos com ciência, tecnologia e inovação. Ele também ressaltou o potencial do Nordeste para gerar riqueza a partir do conhecimento. “O Nordeste precisa encontrar, por meio da ciência e da tecnologia, os caminhos para transformar suas riquezas naturais em valor para a sociedade”, afirmou.

A superintendente do IEL Bahia, Edneide Lima, ressaltou a importância da retomada do CITEC para o fortalecimento do ambiente de inovação do estado. “A inovação transforma a indústria e transforma um estado. Retomar o CITEC fortalece o ecossistema de inovação da Bahia”, afirmou. Ela lembrou ainda que o IEL Bahia, que atua há 27 anos com iniciativas voltadas à inovação, contribuindo para aproximar empresas, conhecimento e desenvolvimento tecnológico, vai apoiar, de forma técnica, o Conselho .

Integração entre academia, empresas e governo

Representando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Daniel Gomes de Almeida Filho, destacou que a inovação é elemento estratégico para o desenvolvimento econômico e para os processos de neoindustrialização.

Segundo ele, as experiências dos países mais desenvolvidos demonstram a importância da atuação integrada entre academia, setor produtivo e governo para ampliar a competitividade e gerar soluções para a sociedade. “O papel do fomento é fundamental para estruturar esse ecossistema, seja por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, seja por instrumentos como a Lei do Bem”, observou.

Notícias relacionadas