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20 de maio de 2022

Equipes do SESI representam a Bahia no Festival de Robótica

Educação Escola SESI Robótica SESI

O Festival de Robótica SESI é o maior evento do gênero do país e reunirá mais de cem equipes de todo o país em São Paulo

Star Racing, de Feira de Santana, vai para São Paulo com a marca de carro mais veloz da etapa baiana
Fotos: Jefferson Peixoto/Coperphoto/Sistema FIEB

As equipes da Liga Robótica SESI, formada por estudantes de cinco escolas do Serviço Social da Indústria (SESI Bahia), embarcam, na próxima quinta-feira, dia 26 de maio, às 11h40, para São Paulo. São 47 competidores que vão participar, de 26 a 29 de maio, do Festival SESI de Robótica, maior evento do gênero do país que reunirá mais de cem equipes de todo o país.

O Festival será realizado no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, com competições de robótica, oficinas e seminário sobre educação. O SESI Bahia participa do torneio em três categorias de robótica: First Lego League (FLL), com a equipe Robolife, da Escola SESI de Candeiras, First Tech Challenger (FTC), com duas equipes: XMachine e Hydra; e F1 In Schools comas equipes Sevenspeed, Star Racing e Swordfish.

Fernando Didier, coordenador de Robótica do SESI Bahia, explica que as equipes se classificaram na etapa regional. Realizada nos dias 18 e 19 de março pelo SESI Bahia, em Salvador, a etapa teve a participação de escolas da Bahia, Alagoas e Sergipe.

Há 16 anos promovendo a robótica educacional na Bahia, a Escola SESI coleciona conquistas, incluindo a classificação em torneios e competições nacionais e internacionais.

DESTAQUES

Na modalidade F1 In Schools, um dos destaques é a equipe Sevenspeed, da Escola SESI Reitor Miguel Calmon, de Salvador. A primeira formação da equipe representou o Brasil no mundial de Abu Dhabi, em 2019.

Equipe Sevenspeed, a primeira equipe de Fórmula 1 In Schools da Escola SESI, 1º lugar na etapa regional
Foto: Jefferson Peixoto/Coperphoto/Sistema FIEB

Em 2022, nesta modalidade, além da nova formação da Sevenspeed, que se classificou em 1º lugar, outras duas equipes vão representar a Bahia: a Star Racing (2º), da Escola SESI José Carvalho, de Feira de Santana, e a Swordfish (3º lugar), da Escola Anísio Teixeira, de Vitória da Conquista.

A Star Racing vai para o Festival com o carro mais veloz do SESI Bahia e a Swordfish, que está totalmente renovada nesta edição, traz no currículo o segundo lugar na última temporada nacional da F1 In Schools.

Swordfish, a equipe de Vitória da Conquista que ficou em 2º lugar no nacional em 2021 Foto: Jefferson Peixoto/Coperphoto/Sistema FIEB

Na modalidade First Tech Challenger, o SESI participará com duas equipes, a Hydra, da Escola SESI Djalma Pessoa, que já tem quatro participações no festival nacional e a Xmachine. Fundada em 2019 e composta por estudantes da EscolaSESI Reitor Miguel Calmon, a Xmachine foi campeã no Desafio da Inovação, realizado nos dias 9 e 10 de março, em São Paulo, durante o 9º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria. 

Equipe de Candeias aposta no projeto de pesquisa para trazer prêmio para a Bahia

Equipe Robolife, formada por estudantes do ensino fundamental da Escola SESI de Candeias Foto: Jefferson Peixoto/Coperphoto/Sistema FIEB

Na categoria First Lego League (FLL), quem representa a Bahia em São Paulo é a equipe Robolife, formada por dez estudantes do ensino fundamental da Escola SESI de Candeias. A Robolife é uma das mais antigas do SESI Bahia e esta será sua quarta participação no Festival nacional. 

Liderando a equipe, o professor Clóvis Campagnolo é o técnico que acompanha a Robolife desde 2013.  Em 2014, lembra ele, a equipe participou do primeiro Festival  Internacional da First Lego League (FLL), realizado pelo SESI Nacional, em Belo Horizonte. A formação da Robolife naquele ano teve a oportunidade de competir com equipes dos EUA, Canadá, Chile, Estônia e Áustria.

Para a etapa nacional de 2022, a expectativa do técnico é que a equipe traga para a Bahia um prêmio na categoria Projeto de Pesquisa. “Os estudantes criaram um projeto de muita relevância para a sociedade que é uma solução para o transporte de órgãos, que permite o monitoramento e registro das variações de temperatura na caixa de transporte”, explica o professor.

Projeto da Robolife, a Robobox traz avanços no monitoramento de temperatura no transporte de órgãos
Foto: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB

Segundo ele, a equipe conseguiu avançar muito neste projeto, inclusive realizando testes junto à central do banco de órgãos oficial. ”Isso nos traz uma expectativa muito grande de conquistar um prêmio relacionado ao projeto”, aposta.

Veterano na competição, Clóvis Campagnolo fala também da alegria de poder participar de mais uma etapa nacional e de representar a Bahia entre as 100 equipes finalistas do Brasil.

Após 7 anos na robótica, Alessandra se despede da competição

Em 2020, Alessandra (de boné amarelo, à esquerda) competiu pela equipe Maori da Escola SESI Djalma Pessoa
Foto: Jefferson Peixoto/Coperphoto/Sistema FIEB

Disputando uma vaga na etapa internacional da categoria avançada First Tech Challenge (FTC), para estudantes do ensino médio, acima dos 16 anos, a equipe Hydra, da Escola SESI Djalma Pessoa, também está participando pela quarta vez do Festival de Robótica Nacional. A equipe tem na sua base a estudante Alessandra Regina de Cerqueira Dantas, que este ano completa 7 anos de participação no torneio.

Aos 18 anos, estudante do curso técnico de Mecatrônica no SENAI Bahia, Alessandra entrou para a robótica quando cursava o 6º ano na Escola SESI de Candeias. Ela passou pelas primeiras equipes da escola – Robolife e F5 – até ir estudar na Escola SESI Djalma Pessoa e entrar para a equipe Maori. Este ano, vai para São Paulo defender o SESI numa categoria mais avançada: a First Tech Challenger (FTC).

Ao longo destes sete anos, Alessandra coleciona algumas conquistas: em 2019, a equipe da qual fazia parte ficou em terceiro lugar na etapa regional do FLL. Em 2020, a equipe se classificou para a etapa internacional, mas não participou, em razão da pandemia. Desde o ano passado, Alessandra mudou de categoria, pois superou a idade limite de 16 anos para participar do FLL. Agora na Hydra, ela vai competir com robôs maiores e tecnologia mais complexa.

APRENDIZADOS

Responsável na equipe pelos sistemas construtivos de robôs, Alessandra está ansiosa para embarcar para a competição. “Ainda sinto como se fosse a primeira vez. No Festival, a gente tem a oportunidade de fazer novos amigos e de aprender muito”, conta a estudante, que destaca o quanto os torneios de robótica foram importantes para moldar sua personalidade.

“Os campeonatos marcaram muito minha vida e não sei como seria se não tivesse participado. Eu era muito tímida e os torneios me ajudaram muito a desenvolver a comunicação. Também me ajudaram na parte de engenharia de robôs”, conta. Este será o último ano que ela participará da robótica e, por isso, não vê a hora de poder reencontrar os amigos e conhecer os trabalhos das equipes depois de tantos anos sem a competição presencial da etapa nacional. “Vai ser uma experiência sem igual!”, comemora.

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