VI Encontro Estadual da EJA do SESI Bahia fortalece formação de profissionais, abordando inclusão, arte e inovação

O Teatro SESI Rio Vermelho, em Salvador, recebeu nos dias 16 e 17 de setembro de 2025 o VI Encontro Estadual da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do SESI Bahia. Com o tema “EJA em Cena: Cultivando a Expressão e Reinventando a Educação”, o evento reuniu cerca de 100 educadores de todas as unidades do SESI no estado, em dois dias de intensas atividades voltadas à formação continuada, troca de experiências e fortalecimento das práticas pedagógicas inclusivas e inovadoras.
Promovido pelo Núcleo de Formação Docente e Mentoria do SESI Bahia, com apoio do Departamento Nacional do SESI, o encontro se consolidou como um espaço estratégico para qualificar o corpo docente da EJA, apostando em abordagens integradas que envolvem arte, tecnologia, cultura e metodologias inclusivas.
Representando o Departamento Nacional, Thaís De Luca, coordenadora do Núcleo de Formação Docente e Mentoria, explicou como os 25 departamentos regionais do SESI estão articulados em torno de uma política nacional de formação continuada. “Nossos núcleos não atuam apenas como multiplicadores. Eles são elos entre o Departamento Nacional e os regionais, mantendo a proposta pedagógica da Rede SESI alinhada e viva. Esses encontros servem para compartilhar boas práticas, superar desafios e fortalecer o coletivo”, explicou.
Segundo ela, a formação em serviço e o monitoramento constante são fundamentais para enfrentar os desafios da EJA e garantir que nenhum educador esteja isolado. “As trocas entre os departamentos enriquecem o trabalho e ajudam a pensar soluções conjuntas, inclusive aprendendo com o que não deu certo.”
“A ideia é mostrar como diferentes linguagens podem se transformar em ferramentas poderosas para engajar nossos estudantes e estimular sua criatividade. É reinventar a educação a partir do contexto e das vivências dos jovens e adultos que nos procuram”, afirmou Gisele Freitas, gerente da EJA do SESI Bahia.
Na abertura da jornada, o superintendente do SESI Bahia, Armando Neto, enfatizou que o movimento da EJA está sendo fortalecido pelo SEJA PRO+ na Bahia, modalidade que combina educação básica com cursos profissionalizantes. Já a superintendente Executiva de Educação e Cultura do SESI Bahia, Clessia Lobo, que participou on-line, reforçou o compromisso da instituição com formação de professores da EJA.
A programação contou com palestras e oficinas práticas que abordaram temas centrais para a educação contemporânea, como educação a distância, planejamento pedagógico integrado e educação inclusiva. As oficinas ofereceram experiências nas áreas de teatro, robótica educacional, iniciação científica, fotografia e expressão musical, com o objetivo de explorar linguagens que ampliem a expressão dos estudantes e tornem o processo de ensino-aprendizagem mais envolvente e significativo.
Inclusão como compromisso

Um dos destaques do encontro foi a abordagem sobre a educação inclusiva. Para Gisele, o retorno dos estudantes à sala de aula representa mais do que uma etapa escolar, trata-se de um projeto de vida. “Trabalhar inclusão na EJA faz todo sentido. Muitos desses jovens e adultos passaram anos longe da escola, e voltar é retomar sonhos. Nossa missão é criar um ambiente onde eles se sintam respeitados, acolhidos e apoiados.”
Ela também mencionou a contratação de uma psicopedagoga para atuar diretamente no suporte aos estudantes com deficiência, reforçando o compromisso da rede com o acolhimento e a diversidade. “Precisamos ter a sensibilidade de acolher cada trajetória. A contratação da psicopedagoga é uma conquista que vai fortalecer nossa capacidade de acompanhar os estudantes e formar nossos profissionais para pensar em um design pedagógico universal”, destacou Gisele.
O evento contou com a presença de Douglas Carioca, educador e especialista em Inclusão da Rede SESI de Educação no Ceará, que destacou os avanços conquistados nos últimos anos e o papel da Rede SESI como referência em acessibilidade educacional.
“O SESI Nacional tem se mostrado à frente de muitas instituições, principalmente depois que passou a tratar a inclusão como pauta estruturante. No Ceará, avançamos muito — temos tecnologia assistiva, profissionais de apoio, adaptações curriculares e, acima de tudo, o compromisso de garantir não só o acesso, mas a permanência do estudante com deficiência na escola”, afirmou.
Douglas reforçou que a inclusão na educação não é apenas sobre estrutura, mas sobre mudança de cultura: “Formar os profissionais, apoiar as escolas e escutar os estudantes são caminhos para tornar a educação realmente inclusiva.”