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7 de maio de 2026

Seminário sobre Transição Energética destaca protagonismo da Bahia no avanço das energias renováveis

Energias Renováveis FIEB INDEX Sustentabilidade
O vice-presidente da Goldwind Brasil, Roberto Veiga, falou sobre o desenvolvimento promovido pela eólica na Bahia. Foto: Sistema FIEB.

A força da Bahia no cenário nacional das energias renováveis e as oportunidades geradas para o desenvolvimento econômico e industrial do estado foram destaque no Seminário Transição Energética na Indústria Baiana, realizado nesta quarta-feira (6), durante o INDEX 2026 pela Gerência de Desenvolvimento Sustentável da FIEB.

O encontro reuniu representantes da indústria, especialistas e instituições para discutir soluções inovadoras, compartilhar experiências e fortalecer o diálogo sobre os caminhos da transição energética no estado. A gerente de Sustentabilidade da FIEB, Arlinda Negreiros, destacou o papel da Federação como agente indutor da sustentabilidade industrial na Bahia. Segundo ela, a entidade atua em temas como regularização ambiental, representatividade institucional, atendimento a requisitos regulatórios e engajamento empresarial.

Arlinda também ressaltou os avanços obtidos por meio de acordos com o Inema para dar maior celeridade aos processos de licenciamento ambiental, além do trabalho conjunto com secretarias municipais de meio ambiente. “Lideranças que mobilizam conectam e transformam a indústria”, afirmou. Ela reforçou ainda que a atuação da FIEB está alinhada à Missão 5 da Política Nacional Nova Indústria Brasil (NIB), contribuindo para levar informação e apoiar as empresas na estruturação de projetos sustentáveis.

O vice-presidente da Goldwind Brasil, Roberto Veiga, abordou o impacto do setor eólico no desenvolvimento econômico da Bahia. Segundo ele, a energia eólica vem impulsionando a geração de emprego e renda, especialmente em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), promovendo inclusão social e fortalecimento da infraestrutura local.

Roberto destacou que a Bahia é atualmente o primeiro e único estado brasileiro a concentrar a produção de todas as partes de um aerogerador, consolidando um cluster industrial que continua em expansão com a chegada de novos fornecedores para integrar a cadeia produtiva. “Você enxerga o crescimento e o desenvolvimento nas cidades”, afirmou.

De acordo com os dados apresentados, o estado conta com cerca de 380 parques eólicos e 38 usinas em construção, somando 1,3 GW de capacidade instalada em implantação. O executivo ressaltou ainda que, para cada megawatt instalado de energia eólica, são criados de 11 a 15 empregos, com previsão de um milhão de novos postos de trabalho no setor até 2038.

Também participou do seminário a gerente de HSE da fábrica Goldwind em Camaçari, Daniela Oliveira, que apresentou as práticas de ESG desenvolvidas pela empresa na Bahia.

A diretora executiva da Carbô, Beatriz da Cruz Pita, falou sobre o tema “Mercado de carbono e energias renováveis: oportunidades para a indústria baiana”. Durante sua apresentação, destacou que o mercado de carbono deixou de ser uma perspectiva distante para se tornar um valor econômico global.

Segundo Beatriz, 2025 marcou o início da regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, tornando fundamental que as indústrias reforcem seus inventários de emissões. “2026 é o ano zero. A sua indústria já sabe quanto está emitindo? Quem reduz, ganha”, provocou. Ela lembrou ainda que a Bahia já responde por 37% da geração de energia eólica do Brasil, reforçando o protagonismo do estado na agenda da descarbonização.

Encerrando o ciclo de palestras, Daniela de Freitas Souza apresentou o tema “Como o Programa de Eficiência Energética da Neoenergia pode impulsionar a indústria baiana”. Ela destacou que a gestão inteligente da energia contribui diretamente para a redução de custos, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade industrial.

A executiva explicou que a Aneel determina que cerca de 40% dos recursos dos editais de eficiência energética sejam destinados ao setor industrial, mas ainda há baixa adesão das empresas. “Precisamos atrair mais projetos das indústrias baianas”, afirmou, informando que os editais costumam ser lançados no mês de outubro.

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