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18 de agosto de 2022

“Indústria da Bahia precisa passar por uma avaliação de cadeia”, defende Jorge Lima

CIEB FIEB

Empresário foi o convidado do encontro empresarial em Salvador promovido pelo CIEB.

Palestrante do primeiro Café Empresarial CIEB: Conexões que geram resultados, promovido pelo Centro das Indústrias do Estado da Bahia (CIEB), nesta quinta-feira (18), na FIEB, o empresário Jorge Luiz Lima, vice-presidente de estratégia do Grupo H, avaliou que o fortalecimento da indústria passa por uma política específica para o setor, considerando os potenciais regionais.

Da esq. para a dir.: O palestrante Jorge Lima, o presidente do CIEB e da FIEB, Ricardo Alban, e os vice-presidentes do CIEB, Arlene Vilpert e Eduardo de Sá. Fotos: Jefferson Peixoto/Coperphoto/Sistema FIEB.

“A indústria perdeu importância, ao longo desses anos, no cenário político, e o agro dominou. Precisamos de uma política de estado para o setor, considerando as potencialidades de cada região. A indústria da Bahia precisa passar por uma avaliação de cadeia, para saber em que segmentos deve-se investir”, defendeu o empresário, em sua fala.

Lima, por outro lado, se mostrou contrário a incentivos fiscais para a atração de investimentos: “Isso só beneficia as grandes empresas que, quando decidem encerrar a operação, fecham as portas, como fez a Ford, no Ceará”, afirmou. Para o empresário, o setor precisa manter-se em sintonia com a demanda do mercado para ter competitividade. “Estamos vivendo um momento de revolução tecnológica exponencial, não dá mais para fazer planejamento para os próximos cinco anos”, cravou.

Jorge Lima, que foi assessor especial do Ministério da Economia do governo Bolsonaro, também falou da necessidade de articulação do setor empresarial com os deputados e senadores, em Brasília. “Precisamos participar ativamente, não podemos deixar tudo nas mãos dos parlamentares. Além disso, há muitos políticos bons. É um erro dizer que todo mundo é corrupto”, disse.

Jorge Lima defendeu a realização das reformas e uma política para o setor industrial que considere as potencialidades de cada região.

 O vice-presidente de estratégia do Grupo H se mostrou otimista quanto ao futuro do país, “cujo crescimento é inevitável”, acredita, alinhando-se às posições do ministro Paulo Guedes, com quem atuou diretamente. No entanto, ele citou como imprescindíveis para a continuação da redução do Custo Brasil as reformas Tributária, Administrativa e Política, além da democratização do crédito e dos investimentos em qualificação profissional. “Para isso, a parceria com o Sistema S é muito importante”, destacou.

Negócios – O evento reuniu empresários que, além de participarem da palestra, aproveitaram o encontro para trocar experiências, projetos e novas ideias para a geração de negócios. “A Bahia carece muito de um setor empresarial forte. A nossa articulação é fundamental para fomentarmos uma cultura empreendedora”, afirmou o presidente da FIEB e do CIEB, Ricardo Alban.

O presidente da FIEB e do CIEB disse que é preciso fomentar o empreendedorismo e o associativismo para o fortalecimento da indústria na Bahia.

“Precisamos estar conectados e fazermos cada vez mais associações, ajudando o empreendedorismo a prosperar. Este é um importante papel do CIEB, que tem 350 empresas filiadas”, pontuou a diretora da Festcor Tintas e vice-presidente do CIEB, Arlene Vilpert.

O vice-presidente do CIEB e diretor da Aramita Industrial, Eduardo de Sá, reforçou que o principal objetivo da entidade é fazer conexões entre o empresariado. Ele anunciou que um próximo Café Empresarial já está agendado para o mês de novembro.

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