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1 de outubro de 2026

Workshop conecta soluções do Sistema FIEB às demandas do projeto Acelen Renováveis

FIEB Indústria Sustentabilidade
Equipes do Sistema FIEB e da Acelen participaram do workshop na sede da Federação. Foto: Sistema FIEB.

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) realizou, nesta quinta-feira (1º), o Workshop Acelen – Programa Indústria Verde Bahia, encontro que reuniu representantes da Acelen e das entidades que integram o Sistema FIEB para discutir formas de cooperação relacionadas à implantação do projeto Acelen Renováveis. Entre os temas abordados estiveram qualificação de mão de obra, licenciamento ambiental, ambiente regulatório e soluções que podem contribuir para a implantação da biorrefinaria.

De acordo com Vladson Menezes, superintendente da FIEB, quase 60% do investimentos pactuados para o estado estão associados à transição energética, à redução das emissões de gases de efeito estufa e à geração de créditos de carbono podem ampliar esse movimento. Ele lembrou ainda a posição de destaque da Bahia na geração de energias renováveis, especialmente eólica e solar.

O presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, lembrou o potencial da economia verde para estimular a interiorização do desenvolvimento industrial baiano. Passos destacou a disposição da entidade e das demais casas do Sistema para contribuir com os desafios relacionados à implantação do empreendimento, especialmente diante dos impactos que um investimento deste porte pode gerar sobre diferentes regiões do estado e sobre a cadeia produtiva. “A ideia é colocar o Sistema FIEB a serviço desse desenvolvimento e criar, ao longo do tempo, uma indústria cada vez mais verde”, afirmou.

Projeto com macaúba

Durante o workshop, executivos da Acelen apresentaram uma atualização do Acelen Renováveis, incluindo o estágio atual do empreendimento, planejamento da implantação da biorrefinaria, políticas públicas relacionadas à economia verde e desafios regulatórios. O diretor da Acelen, Bernardo Araújo, destacou como diferencial do projeto a utilização da macaúba e uma atuação que envolve a cadeia produtiva desde a origem da matéria-prima até a etapa industrial.

“Existem outros projetos de SAF no Brasil, mas o nosso diferencial é que atuamos desde a semente. A macaúba não fica somente na parte de refino”, explicou.

Segundo Araújo, trata-se do primeiro projeto mundial desse tipo baseado na macaúba, com potencial de gerar 85 mil empregos diretos e indiretos ao longo de sua cadeia. O diretor de Implementação da Refinaria da Acelen, Alex Figueiredo, detalhou aspectos do projeto aos participantes, abordando etapas previstas para a implantação e desafios associados à execução do empreendimento.

A discussão também contemplou a necessidade de desenvolvimento de estruturas para o processamento da macaúba antes mesmo da chegada da matéria-prima à refinaria, ampliando a possibilidade de geração de negócios, ocupação e renda nas regiões envolvidas na cadeia produtiva.

Qualificação de mão de obra

Um dos principais pontos do encontro foi o planejamento da força de trabalho necessária à implantação da biorrefinaria. A discussão envolveu o dimensionamento da demanda por profissionais, estratégias de qualificação e formação e a integração entre as necessidades do projeto e a disponibilidade de mão de obra nas localidades envolvidas.

Representantes da FIEB, SENAI, SENAI CIMATEC, SESI e IEL apresentaram possibilidades de atuação para atender às demandas identificadas, considerando as diferentes competências das entidades nas áreas de educação profissional, tecnologia e inovação, saúde e segurança, desenvolvimento empresarial e formação de talentos.

Outro tema debatido foi o licenciamento ambiental. Vladson Menezes informou que a FIEB pretende construir um entendimento com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para contribuir com a busca de maior agilidade nos processos de licenciamento, observados os requisitos legais e ambientais aplicáveis ao empreendimento.

Plano de ação

O workshop marcou uma primeira aproximação estruturada entre a Acelen e o Sistema FIEB em torno das demandas do projeto. Como próximos passos, as instituições deverão definir pontos focais e estabelecer um cronograma preliminar para a construção de um plano de ação conjunto.

A expectativa é conectar as necessidades identificadas pela Acelen às competências do Sistema FIEB e contribuir para que o investimento se traduza também em fortalecimento da indústria, desenvolvimento regional, geração de empregos e preparação de trabalhadores baianos para as oportunidades relacionadas à transição para uma economia de baixo carbono.

Sobre o Programa Indústria Verde Bahia

A iniciativa busca aproximar o Sistema FIEB de projetos estratégicos relacionados à economia verde e à transição energética, identificando demandas da indústria e articulando soluções nas áreas de formação profissional, inovação, tecnologia, competitividade, desenvolvimento empresarial e sustentabilidade.

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