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26 de novembro de 2025

Trilha Associativa encerra jornada 2025 celebrando inovações e resultados para o fortalecimento sindical

FIEB Sindicatos
O presidente Carlos Henrique Passos participou do encontro de encerramento das atividades do Trilha. Fotos: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB.

A edição 2025 do Trilha Associativa, realizada pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) em parceria com o Sebrae Bahia, encerrou o ano celebrando resultados significativos nos quatro eixos que estruturam o programa: Associativismo, Mentoria, Ciclo de Mulheres da Indústria e Benchmarking. A iniciativa reafirmou seu papel como um movimento articulador, capaz de impulsionar a modernização sindical, promover conexões estratégicas e ampliar a representatividade no sistema industrial baiano.

O presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, destacou que o projeto foi abraçado pelos sindicatos, o que vem contribuindo para a expansão da base e melhoria dos serviços oferecidos. “A melhor forma de melhorarmos as entregas é trazer os associados para dentro do Sistema. Assim a gente vai conquistando mais espaço, mais reconhecimento e, no final do dia o que importa é a satisfação das empresas e dos sindicatos com o nosso trabalho”, afirmou.

Já Dias Neto, assessor da Diretoria da Superintendência (DISUP) do Sebrae Bahia, ressaltou que toda a atuação em prol do movimento associativista é “importantíssimo, pois é isso que torna viável o ambiente de negócios. Neste ano, inovamos com um eixo diferente, que foi o eixo das mulheres da indústria, e isso é um avanço, então vamos continuar avançando com essa parceria”, disse.

Com a conclusão da jornada 2025, a coordenadora de Associativismo e Negócios da FIEB, Luciane Vivas, avalia que o Trilha consolidou um modelo mais estratégico, colaborativo e articulado. “Os resultados alcançados em cada eixo do projeto, das mentorias ao benchmarking, passando pelo Ciclo de Mulheres e pelas ações de associativismo, reforçam a importância de ampliarmos nossa capacidade de representação, fortalecendo os sindicatos e, consequentemente, gerando mais competitividade para a indústria baiana”, explicou.

Ao final desta segunda edição, o Trilha Associativa reforça seu papel como um ecossistema de conexão e desenvolvimento, capaz de transformar sindicatos, incentivar lideranças e aproximar a indústria baiana dos desafios e oportunidades do futuro. Para 2026, já estão previstas novas ações de mobilização no interior, um modelo renovado de mentoria, maior aproximação com empresas associadas e ampliação das boas práticas setoriais.

Eixos e seus resultados

No eixo Associativismo, o programa registrou um dos seus maiores avanços desde a criação, em 2022. A base de associados cresceu 27,21% neste período, passando de 1.503 para 2.065 empresas, resultado que reflete o fortalecimento da atuação dos sindicatos em 58 municípios baianos. Ao todo, 562 empresas foram atendidas por 32 sindicatos, em um movimento que descentralizou ações e reforçou a presença institucional no interior do estado. Até o momento, deste ciclo atual, foram 240 novas associações.

Essa expansão foi acompanhada do engajamento em eventos setoriais, como os encontros de Laticinistas e de Panificadores e Confeitaria, e da aproximação mais intensa entre os sindicatos e a equipe Pequenas e Médias Indústrias da FIEB. Para lideranças como João Batista Ferreira, do Sindicato dos Panificadores da Bahia, o impacto do eixo foi imediato: o dirigente destaca que o Trilha trouxe um direcionamento consistente, capaz de reorganizar o pensamento e dobrar o número de associados em seu sindicato. “O Trilha vem, mostra os caminhos e cobra para que a gente siga no caminho. Então é isso que é importante, a gente precisava disso, precisava de alguém que nos chamasse a atenção e nos mostrasse como é que nós poderíamos fazer. Isso o Trilha tem feito perfeitamente. Nosso sindicato cresceu muito”, afirmou.

A transformação foi igualmente marcante no eixo de Mentoria, que acompanhou 24 sindicatos em suas demandas de gestão, planejamento, comunicação e relacionamento com empresas. Com 36 planos de ação desenvolvidos e 198 reuniões realizadas, o programa ajudou as entidades a estruturarem processos internos e a ampliarem sua capacidade de atuação.

Segundo Silvio Comin, presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos, Computadores, Informática e Similares dos Municípios de Ilhéus e Itabuna –  Sinec, o eixo representou um verdadeiro “divisor de águas”, revelando a necessidade de os sindicatos se comunicarem melhor com a sociedade e se posicionarem de forma mais estratégica. “a gente conseguiu desenvolver novas ações, fez um planejamento de médio e longo prazo e atingiu resultados espetaculares”, elogiou.

Outro destaque do ano foi o Ciclo de Mulheres da Indústria, promovido em parceria com o Comitê da Mulher da Indústria. A iniciativa teve 78 empresárias inscritas, de 21 sindicatos e contou com 16 encontros distribuídos em oito módulos focados em liderança, inovação, diversidade, oratória, produtividade e futurismo, além de visitas técnicas a unidades do Sistema FIEB. Mais do que capacitação, o ciclo teve como propósito aproximar mulheres dos espaços de decisão dentro dos sindicatos e da própria FIEB.

Para Renata Muller, vice-presidente da Federação, esse eixo cumpre uma função estratégica ao contribuir para que mais mulheres ocupem cargos diretivos e ampliem sua atuação política dentro do sistema. Ela destaca que muitas participantes chegaram ao ciclo distantes da estrutura da FIEB, e que o programa foi determinante para criar pertencimento, segurança e interesse pelo associativismo. “A confirmação da continuidade da parceria com o Sebrae, celebrada durante o encerramento, reforça a perspectiva de expansão dessa agenda de equidade nos próximos anos”, pontuou.

A integração também foi fortalecida pelo eixo de Benchmarking, que promoveu missões técnicas com mais de 40 representantes de 18 sindicatos, mobilizando visitas à Federação das Indústrias do Espírito Santo e à Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul. A partir dessas experiências, sindicatos baianos puderam comparar práticas, identificar oportunidades e desenvolver soluções conjuntas para desafios de gestão.

No setor de papel e celulose, a troca foi ainda mais intensa: o Sindipacel sediou um encontro setorial em Salvador, reunindo sindicatos do Rio Grande do Sul e do Paraná. Para o presidente do sindicato, Fernando Branco, essas experiências abriram horizontes e permitiram acelerar iniciativas em curso na Bahia, graças ao alinhamento de práticas e à troca de percepções com entidades mais maduras em determinados processos. “Para se ter uma ideia, o Trilha acabou sendo a nossa ferramenta de gestão ao longo desse ano. Ou seja, a planilha que nós montamos para acompanhar as reuniões do Trilha Associativa acabou sendo a planilha que nos ajudou a gerir esse nosso eixo, que é o eixo central do Sindipacel na defesa de interesse”, apontou.

Veja abaixo alguns registros do evento de encerramento:

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