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23 de maio de 2022

Indústria representa 21% do PIB do estado da Bahia, aponta IBGE

FIEB
Setor contribui com mais de R$ 56 bilhões de valor adicionado à economia, segundo dados do IBGE. Foto: Rafael Martins / Arquivo Sistema FIEB.

As cenas são corriqueiras: você toma banho, usa shampoo, sabonete; no trabalho, participa de uma reunião por videochamada no computador; entre uma demanda e outra, responde mensagens no celular. Nem sempre lembramos, mas por trás de produtos do nosso cotidiano está o trabalho da indústria. Da matéria-prima até os produtos que consumimos no dia a dia, tem muita pesquisa, trabalho e gente envolvida. De acordo com a Secretaria do Trabalho (RAIS 2020), a indústria baiana responde por 16,6% do emprego formal no estado. Trata-se do setor que remunera melhor, com uma média salarial de R$ 2.528,27.

Além de estar presente em tudo à nossa volta, a indústria tem papel fundamental no desenvolvimento econômico e social. Na Bahia, o setor representa 21,8% do PIB, contribuindo com mais de R$ 56 bilhões de valor adicionado à economia, segundo dados do IBGE (Contas Regionais 2019). A indústria é o setor mais dinâmico da economia. Sua atividade induz o desenvolvimento dos setores agrícola e de comércio e serviços, via efeito multiplicador.

Infográfico: Gerência de Comunicação Integrada / Sistema FIEB

O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Ricardo Alban, ressalta outros aspectos que reforçam a importância da indústria. “O setor industrial induz pesquisas em inovação e desenvolvimento, demanda serviços avançados e mão de obra mais qualificada. Uma indústria forte, competitiva, gera crescimento sustentado para os outros setores da economia. Não é sem razão que mesmo países como os Estados Unidos que avançaram em direção aos serviços, colocando a manufatura em segundo plano, repensaram essa estratégia”, afirma.

Ainda assim, a indústria no Brasil trabalha aquém do seu potencial, impactada pelas reduzidas condições competitivas da economia do país, enfrentando o que se costuma chamar de Custo Brasil. Para superar este cenário e fortalecer o setor, o presidente da FIEB destaca a necessidade de uma política industrial nacional. “Além de medidas macroeconômicas, precisamos de uma política industrial voltada para o aumento da competitividade, conectada à indústria 4.0 e que se adeque à nova realidade brasileira e global”, defende.

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