Fórum InfraLeste entrega documento à ANTT em defesa da implantação de sete projetos de infraestrutura
O encontro reuniu as federações das indústrias da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo

Com informações das assessorias da ANTT e Firjan
A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) participou nesta terça-feira 27/10, em Brasília, de reunião institucional, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que formalizou a entrega da Agenda Integrada do Arco Leste.
O encontro reuniu as federações das indústrias que compõem o Fórum InfraLeste e contou com a presença do diretor-geral da agência, Guilherme Theo Sampaio, e do diretor substituto, Marcelo Fonseca. A FIEB foi representada pelo vice-presidente e presidente do Conselho de Infraestrutura, Murilo Xavier.
O documento consolida a posição unificada do setor produtivo em torno de uma carteira com sete projetos prioritários de infraestrutura logística, dentre eles a renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que corta a Bahia, e o desenvolvimento do Corredor Leste-Oeste, por meio das ferrovias de Integração Centro-Oeste (FICO) e de Integração Oeste-Leste (FIOL).
De forma sintética, o manifesto empresarial defende a evolução dos atuais compromissos contratuais, passando de “prioridades declaradas” para obrigações executáveis. Para as indústrias, é fundamental que as obras tenham metas, prazos, fontes de recursos e penalidades claras.
Entre as diretrizes essenciais apontadas na agenda estão a territorialização de investimentos, a atualização das projeções de demanda industrial, a garantia de interoperabilidade e o acesso não discriminatório aos portos do Arco Leste. O documento também exige previsibilidade no licenciamento ambiental e propõe o estabelecimento de uma governança permanente de monitoramento, operada em conjunto pelo setor produtivo e pelos governos estaduais.
Para viabilizar esses avanços, as federações ressaltaram o compromisso de atuar em parceria com o poder público. Durante a reunião, os representantes do setor produtivo se propuseram a colaborar ativamente com o fornecimento de dados e informações estratégicas, além de se colocarem à disposição da ANTT para aprofundar as discussões técnicas relacionadas a todos os projetos prioritários apresentados.
O Fórum InfraLeste, responsável pela articulação, é coordenado pelo presidente da Findes, Paulo Baraona, e integrado pelas federações das indústrias da Bahia (FIEB), Goiás (FIEG), Minas Gerais (Fiemg), Rio de Janeiro (Firjan), São Paulo (Fiesp) e Espírito Santo (Findes).
FERROVIAS
A discussão abordou a necessidade de modernização da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e de superar limitações tecnológicas, geométricas e operacionais da malha, além de realizar intervenções em áreas urbanas para melhorar as condições de operação e a competitividade do transporte ferroviário.
Já em relação à FICO e à FIOL, a discussão girou em torno das duas estruturas que são consideradas fundamentais para conectar as regiões produtoras do Centro-Oeste aos corredores de exportação, especialmente no escoamento de produtos agrícolas e minerais.
O debate também contemplou os modelos de implantação e operação dos projetos, considerando a conexão entre os trechos ferroviários e outras linhas existentes ou planejadas. Nesse contexto, a FIOL foi apontada como uma etapa importante para a consolidação do corredor logístico e para as definições sobre a configuração da FICO e suas futuras integrações.
A plataforma portuária do Arco Leste, formada por estruturas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, completou a pauta. As federações defenderam o fortalecimento das conexões terrestres com os portos, de forma a ampliar a eficiência no fluxo de mercadorias destinadas ao mercado interno e à exportação.
DIÁLOGO
Durante o encontro, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, destacou a importância da aproximação com o setor produtivo, que desempenha um papel duplo no desenvolvimento da infraestrutura: além de utilizar os serviços de transporte, a indústria fornece insumos e materiais essenciais à execução de obras e investimentos.
Guilherme Theo Sampaio ressaltou os avanços nas concessões rodoviárias e a importância da continuidade dos projetos estruturantes, independentemente das mudanças de governo. Segundo o diretor-geral, a estabilidade institucional e o planejamento de longo prazo são fundamentais para garantir segurança aos investimentos e dar previsibilidade ao desenvolvimento da infraestrutura nacional.
A aproximação com as federações industriais também permite alinhar o planejamento técnico às necessidades das diferentes regiões do país. A participação do setor produtivo contribui para identificar gargalos logísticos, apresentar demandas locais e subsidiar decisões sobre projetos estratégicos.
Para a ANTT, o diálogo reforça a importância da cooperação institucional na construção de soluções que ampliem a integração entre os modais, fortaleçam a competitividade da produção brasileira e melhorem as condições de transporte no país.