Fórum COMPEMI debate caminhos práticos para a regularização ambiental na indústria baiana

A busca por soluções mais ágeis e eficientes para o licenciamento ambiental esteve no centro das discussões do Fórum COMPEMI – Regularização Ambiental na Prática: do desafio à solução, realizado, nesta terça-feira (28), pelo Conselho de Micro, Pequenas e Médias Indústrias (COMPEMI) da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em parceria com a Gerência de Desenvolvimento Sustentável da entidade.
O evento reuniu representantes do setor produtivo, especialistas e autoridades públicas para discutir um dos principais entraves enfrentados pelas empresas, especialmente micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs): a complexidade e os custos do processo de regularização ambiental. Ao mesmo tempo, o fórum apresentou avanços e alternativas que vêm contribuindo para a simplificação e maior conformidade das atividades empresariais.
Representando a presidência da FIEB, o diretor Hilton Barbosa Lima destacou a importância de aproximar o debate das necessidades reais da indústria. Segundo ele, o encontro foi uma oportunidade de oferecer direcionamento prático ao setor produtivo, contribuindo para a desburocratização do licenciamento ambiental e o atendimento mais eficiente das demandas empresariais.
O presidente do Compemi, Raul Menezes, ressaltou que a regularização é uma aspiração comum entre empresários, mas ainda cercada de desafios. Ele apontou que o processo é frequentemente complexo e oneroso, citando como exemplo o polo de cosméticos de Lauro de Freitas, que reúne 22 empresas e já enfrentou diversas dificuldades para se adequar às exigências ambientais. Menezes, no entanto, reconheceu avanços recentes que têm contribuído para melhorar esse cenário. “Todo o empresário quer estar legalizado, em dia com a Legislação”, afirmou.
O evento teve como público-alvo representantes de micro, pequenas e médias indústrias, consultores, técnicos de órgãos ambientais e demais interessados na temática. A gerente de Desenvolvimento Sustentável da FIEB, Arlinda Negreiros, reforçou o papel da Federação como agente indutor da sustentabilidade na indústria baiana, atuando na promoção de práticas mais responsáveis e no apoio técnico às empresas.
O fórum também contou com a participação de gestores públicos municipais, como Sosthenes T. M. Almeida, Rodrigo Nogueira, Daniela R. dos S. Abade e Brígido Neto, que contribuíram com perspectivas institucionais sobre o tema. Representando a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o diretor-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Eduardo Topázio, participou do debate com o público.
Na programação técnica, o painel “Regularização Ambiental na Prática: como fazer e por onde começar” apresentou orientações objetivas sobre procedimentos, exigências e caminhos para a regularização. Participaram especialistas como Yuri Britto, Diego Ramires, Pedro Augusto Mendes, Mayara Santana Borges e o próprio Eduardo Topázio.
Com foco na prática e na construção de soluções, o fórum reforçou a importância do diálogo entre setor público e iniciativa privada para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas — fenômeno caracterizado por alterações de longo prazo nos padrões de temperatura e clima — e promover um ambiente de negócios mais sustentável e competitivo na Bahia