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16 de setembro de 2026

FIEB vê avanços na queda de 0,25% na Selic, anunciada pelo Banco Central nesta quarta-feira

Economia FIEB Política Monetária Selic
Banco Central do Brasil; taxa Selic, Reunião do Copom

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) considera positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Para a entidade, o início de um novo movimento de flexibilização da política monetária contribui para melhorar as condições de crédito e estimular os investimentos produtivos, com reflexos sobre o crescimento da economia e a geração de empregos. Apesar do avanço, a FIEB avalia que os juros ainda permanecem em patamar elevado e defende a continuidade do ciclo de redução, de forma gradual e responsável. Leia a nota da entidade na íntegra:


Redução da Selic é passo importante para estimular a atividade econômica

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) avalia positivamente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A medida representa mais um passo no processo de flexibilização da política monetária e contribui para a construção de condições mais favoráveis ao investimento produtivo, ao crescimento econômico e à geração de empregos.

Apesar da redução, a taxa básica de juros brasileira permanece em patamar elevado e continua impondo custos significativos às empresas e às famílias. Para a indústria, o custo do crédito influencia diretamente as decisões de expansão, aquisição de máquinas e equipamentos, modernização tecnológica e implantação de novos projetos. Por essa razão, a FIEB considera importante que o ciclo de redução dos juros tenha continuidade, de forma gradual e responsável, à medida que as condições econômicas permitam.

Os dados mais recentes da atividade econômica reforçam a importância desse movimento. O Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, após expansão de 1,1% nos três primeiros meses do ano. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, a economia avançou 2,0%. Os resultados demonstram resiliência da atividade, mas também revelam sinais de moderação relevantes para a condução da política monetária.

A inflação também vem apresentando trajetória mais favorável. O IPCA acumulado em 12 meses recuou de 4,44% em julho para 4,22% em agosto, permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação. No mês, os preços ao consumidor registraram queda de 0,32%, enquanto a inflação acumulada no ano alcançou 3,11%. Houve desaceleração em grupos importantes, como habitação, transportes, vestuário, saúde e educação.

A combinação entre a desaceleração da inflação, a moderação de componentes importantes da demanda e o menor ritmo de crescimento da atividade cria condições para que o processo de flexibilização monetária avance com prudência. A FIEB reconhece que permanecem riscos relevantes, especialmente aqueles relacionados ao cenário fiscal, às expectativas de inflação e às incertezas internacionais, fatores que exigem acompanhamento permanente por parte da autoridade monetária.

A Federação reafirma sua confiança de que o Banco Central, preservando o rigor técnico e o compromisso com a estabilidade de preços, saberá ponderar adequadamente a evolução da inflação e da atividade econômica. Embora positiva, a redução da Selic em 0,25 ponto percentual pode ser considerada relativamente tímida diante do cenário econômico atual, especialmente porque a taxa de juros real permanece em patamar excepcionalmente elevado.

FIEB


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