FIEB vê avanços na decisão do Copom de reduzir em 0,25% a taxa de juros

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) emitiu nota de posicionamento sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que anunciou, nesta quarta-feira, 18.3, a redução da taxa Selic em -0,25% ao ano. No entendimento da entidade, trata-se de um avanço que abre “espaço para novos ajustes nas próximas reuniões, apoiada pela trajetória declinante da inflação acumulada em 3,81%, abaixo do teto da meta e pelas previsões de desaceleração dos preços para 2026”. Confira a integrada da nota:
Nota de Posicionamento FIEB:
A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) recebeu a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar a taxa Selic em -0,25% ao ano como um passo de transição. Embora o patamar ainda seja elevado, a entidade enxerga espaço para novos ajustes nas próximas reuniões, apoiada pela trajetória declinante da inflação acumulada em 3,81%, abaixo do teto da meta e pelas previsões de desaceleração dos preços para 2026.
Este ajuste gradual é fundamental para revitalizar a atividade econômica, que registrou uma leve expansão de 0,10% no quarto trimestre. A indústria brasileira, motor do desenvolvimento nacional, aguarda com otimismo medidas que reduzam os custos operacionais e tornem o crédito mais acessível. Aliviar a carga tributária e corrigir distorções tarifárias são passos essenciais para que o setor volte a investir com força, garantindo a manutenção e a criação de novos empregos.
Na comparação global, a redução dos juros alinharia o Brasil às tendências de outras economias. Enquanto os EUA (3,50% a 3,75%), a Europa (2,15%) e até países emergentes como o México (7,0%) operam com taxas mais competitivas, uma sinalização de queda por parte do BACEN daria o fôlego necessário para o Brasil competir de igual para igual no mercado externo.
A adoção de uma postura mais flexível é estratégica, especialmente diante dos desafios geopolíticos e da volatilidade das cadeias de suprimento globais. O momento pede união para restaurar a competitividade e transformar o potencial brasileiro em investimento produtivo real. Para a FIEB, a redução gradual dos juros é um sinal vital de compromisso com o desenvolvimento sustentável. Confiamos que o Banco Central, mantendo seu rigor técnico, saberá ponderar os desafios da economia real, assegurando um ambiente favorável ao crescimento, ao investimento e a geração de empregos.
Federação das Indústrias do Estado da Bahia