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9 de março de 2026

FIEB participa de agenda estratégica para fortalecer a segurança hídrica nas bacias do Joanes e Jacuípe

FIEB Meio Ambiente Sustentabilidade
Geane Almeida (de branco), consultora da GDS, fez parte da equipe que participou da reunião. Foto: Arquivo Pessoal.

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), por meio da Gerência de Desenvolvimento Sustentável (GDS), participou, no dia 26 de fevereiro, em Salvador, de mais uma etapa estratégica do Movimento Viva Água Bahia (MVA), iniciativa que avançou na consolidação das ações previstas para o ciclo 2026 voltadas à segurança hídrica no estado.

Idealizado pela Fundação Grupo Boticário, o Movimento Viva Água é uma iniciativa multiatores que busca conectar e integrar esforços em prol da segurança hídrica e da resiliência climática, por meio de estratégias de conservação da natureza e da transição para uma economia mais sustentável. O programa já é desenvolvido nos estados do Paraná e do Rio de Janeiro e foi expandido para a Bahia e São Paulo em 2025. No território baiano, a atuação concentra-se nas bacias hidrográficas dos rios Joanes e Jacuípe.

Durante o encontro, foram definidos eixos prioritários, fortalecido o modelo de governança e alinhadas estratégias voltadas à gestão das duas bacias — mananciais essenciais para o abastecimento humano e industrial da Região Metropolitana de Salvador.

A agenda contou também com a participação do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (COFIC), cuja atuação é considerada estratégica para mobilizar e engajar as empresas do Polo Industrial de Camaçari em iniciativas relacionadas à gestão sustentável da água e à adaptação às mudanças climáticas.

Eixos prioritários para o ciclo 2026

Durante a reunião, foram definidos os eixos temáticos que orientarão o financiamento de projetos no próximo ciclo do movimento: Conservação de mananciais e segurança hídrica; Economia de Impacto Positivo, e; Articulação e engajamento.

Também foi realizada uma oficina ampliada com instituições que atuam nas bacias do Joanes e Jacuípe. O objetivo foi mapear iniciativas já existentes e identificar lacunas, contribuindo para direcionar investimentos de forma mais estratégica e potencializar os resultados das ações.

Recursos para ampliar ações de segurança hídrica

O edital CAMP Viva Água disponibilizará até R$ 10,5 milhões para projetos voltados à conservação ambiental, adaptação climática e geração de renda, apoiando soluções que integrem a natureza às estratégias de desenvolvimento local.

Do total previsto, até R$ 3 milhões poderão ser aplicados na Bahia, ampliando o potencial de implementação de projetos estruturantes nas bacias consideradas estratégicas para o estado.

A chamada pública apoiará propostas voltadas à conservação da água, restauração de ecossistemas, fortalecimento comunitário e desenvolvimento de modelos inovadores de uso sustentável dos recursos naturais. Os recursos serão destinados a organizações proponentes — e não diretamente às empresas — em um processo realizado em duas fases, que inclui capacitação, orientação técnica e aprimoramento das propostas para priorizar soluções com alto potencial de impacto e viabilidade.

Oportunidades de atuação para a indústria

Para o setor industrial, o movimento representa uma oportunidade estratégica de atuação estruturante na agenda de segurança hídrica. Entre as possibilidades de participação estão:

Segurança hídrica e competitividade

As bacias dos rios Joanes e Jacuípe têm papel fundamental no equilíbrio entre o abastecimento urbano e a atividade produtiva, especialmente em regiões com forte concentração industrial, como Camaçari. Esses mananciais são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 40% da população da Grande Salvador.

Garantir disponibilidade e qualidade da água é considerado um fator essencial para a atração de investimentos, a estabilidade das operações industriais e o desenvolvimento econômico sustentável.

Ao integrar poder público, setor produtivo e sociedade civil em uma governança colaborativa, o Movimento Viva Água Bahia busca consolidar uma agenda estratégica para mitigar riscos climáticos e fortalecer a segurança hídrica — elemento central para a competitividade da indústria baiana.

Fonte: GDS

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