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28 de novembro de 2025

FIEB defende convergências para um ambiente de trabalho moderno e produtivo na II Conferência Nacional do Trabalho

FIEB IEL Sindicatos Sistema FIEB
Evento contou com representantes de diversas instituições ligadas ao Trabalho, como governo do estado, prefeitura, Ministério Público do Trabalho, OIT, sindicatos de trabalhadores, e federações patronais. Fotos Wilson Sabadin/Coperphoto/Sistema FIEB.

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) participou da etapa baiana da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), realizada nesta sexta-feira (28), em Salvador. Representada por seu presidente, Carlos Henrique Passos, a entidade integrou a bancada patronal ao lado da Fecomércio-BA, Faeb, Febase e Sistema OCEB. O encontro reuniu trabalhadores, empregadores e governo em um amplo debate sobre os desafios e transformações do mundo do trabalho.

Após 10 anos da última solução, a Conferência é coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a II CNT se afirma como um espaço tripartite, paritário e democrático, voltado à formulação de políticas públicas que promovam trabalho decente, fortaleçam o diálogo social e contribuam para relações laborais mais justas em todo o país. As discussões da etapa estadual alimentarão as propostas que serão levadas à fase nacional, prevista para março de 2026, em São Paulo.

Em sua participação, o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, reforçou o compromisso da indústria baiana com o diálogo social e com a construção de soluções conjuntas para os desafios atuais. Ele destacou que a conferência representa uma oportunidade de superação de divergências e de busca por convergências necessárias ao desenvolvimento econômico e social.

“Estamos diante de um mundo moderno que impõe desafios à sociedade e às empresas, seja pelo avanço tecnológico, pelas demandas ambientais ou pelas mudanças do cenário geopolítico. Conferências como esta são fundamentais para encontrarmos caminhos que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis, seguros e produtivos. Uma economia cresce com empresas fortes, mas empresas fortes só existem com trabalhadores motivados e participantes do processo produtivo”, afirmou.

A nova superintendente regional do Trabalho, Fátima Freire, elogiou o empenho das bancadas na realização da conferência e reafirmou que o estado aprofunda, nesta etapa, seu diagnóstico sobre os desafios locais. Ela lembrou que “Trabalho é fundamento de pertencimento, de realização cidadã e ocupa um lugar central no pacto civilizatório”.

Por meio de vídeo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, enviou mensagem, destacando que os debates estaduais são essenciais para tratar de temas urgentes como transformações tecnológicas, transição justa, proteção social, igualdade e mobilidade laboral. “A etapa estadual fortalece a construção coletiva das propostas que chegarão à etapa nacional”, afirmou.

Diálogo tripartite e defesa do equilíbrio nas relações laborais

O secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, chamou atenção para a necessidade de que a tecnologia seja utilizada a favor das pessoas, evitando adoecimento e exclusão. Ele reforçou que a conferência é espaço de diálogo — não necessariamente de consenso — e que os trabalhadores precisam de proteção, pois não negociam em condições de igualdade.

O presidente da Força Sindical, Emerson Gomes, também destacou a importância da estrutura tripartite para assegurar direitos: “Não há respeito ao trabalhador sem diálogo social e sem negociação equilibrada. Em um cenário de mudanças aceleradas pelas novas tecnologias, é fundamental preparar o mundo do trabalho para os novos desafios”.

Equipes de diversas áreas da FIEB participam dos grupos de trabalho da Conferência.

Resultados e próximos passos

As propostas construídas na etapa baiana serão encaminhadas à coordenação nacional da II CNT, que consolidará as contribuições dos estados para a conferência nacional de 2026. A expectativa é que o conjunto desses debates resulte em diretrizes modernas, inclusivas e capazes de fortalecer tanto a competitividade empresarial quanto a proteção e valorização do trabalhador.

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