FIEB defende convergências para um ambiente de trabalho moderno e produtivo na II Conferência Nacional do Trabalho

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) participou da etapa baiana da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), realizada nesta sexta-feira (28), em Salvador. Representada por seu presidente, Carlos Henrique Passos, a entidade integrou a bancada patronal ao lado da Fecomércio-BA, Faeb, Febase e Sistema OCEB. O encontro reuniu trabalhadores, empregadores e governo em um amplo debate sobre os desafios e transformações do mundo do trabalho.
Após 10 anos da última solução, a Conferência é coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a II CNT se afirma como um espaço tripartite, paritário e democrático, voltado à formulação de políticas públicas que promovam trabalho decente, fortaleçam o diálogo social e contribuam para relações laborais mais justas em todo o país. As discussões da etapa estadual alimentarão as propostas que serão levadas à fase nacional, prevista para março de 2026, em São Paulo.
Em sua participação, o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, reforçou o compromisso da indústria baiana com o diálogo social e com a construção de soluções conjuntas para os desafios atuais. Ele destacou que a conferência representa uma oportunidade de superação de divergências e de busca por convergências necessárias ao desenvolvimento econômico e social.
“Estamos diante de um mundo moderno que impõe desafios à sociedade e às empresas, seja pelo avanço tecnológico, pelas demandas ambientais ou pelas mudanças do cenário geopolítico. Conferências como esta são fundamentais para encontrarmos caminhos que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis, seguros e produtivos. Uma economia cresce com empresas fortes, mas empresas fortes só existem com trabalhadores motivados e participantes do processo produtivo”, afirmou.
A nova superintendente regional do Trabalho, Fátima Freire, elogiou o empenho das bancadas na realização da conferência e reafirmou que o estado aprofunda, nesta etapa, seu diagnóstico sobre os desafios locais. Ela lembrou que “Trabalho é fundamento de pertencimento, de realização cidadã e ocupa um lugar central no pacto civilizatório”.
Por meio de vídeo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, enviou mensagem, destacando que os debates estaduais são essenciais para tratar de temas urgentes como transformações tecnológicas, transição justa, proteção social, igualdade e mobilidade laboral. “A etapa estadual fortalece a construção coletiva das propostas que chegarão à etapa nacional”, afirmou.
Diálogo tripartite e defesa do equilíbrio nas relações laborais
O secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, chamou atenção para a necessidade de que a tecnologia seja utilizada a favor das pessoas, evitando adoecimento e exclusão. Ele reforçou que a conferência é espaço de diálogo — não necessariamente de consenso — e que os trabalhadores precisam de proteção, pois não negociam em condições de igualdade.
O presidente da Força Sindical, Emerson Gomes, também destacou a importância da estrutura tripartite para assegurar direitos: “Não há respeito ao trabalhador sem diálogo social e sem negociação equilibrada. Em um cenário de mudanças aceleradas pelas novas tecnologias, é fundamental preparar o mundo do trabalho para os novos desafios”.

Resultados e próximos passos
As propostas construídas na etapa baiana serão encaminhadas à coordenação nacional da II CNT, que consolidará as contribuições dos estados para a conferência nacional de 2026. A expectativa é que o conjunto desses debates resulte em diretrizes modernas, inclusivas e capazes de fortalecer tanto a competitividade empresarial quanto a proteção e valorização do trabalhador.