Apresentações celebram protagonismo de artistas negros nos Centros Culturais do SESI

O mês da Consciência Negra ganha novas luzes com a terceira edição do Novembro de Sóis Negro, projeto idealizado por Thiago Lopes, coordenador dos Centros Culturais do SESI Bahia. Criado com o propósito de valorizar a arte negra e suas múltiplas linguagens, o projeto chega ampliado em 2025, ocupando os Centros Culturais SESI Rio Vermelho e Casa Branca.
Com curadoria de Victor Hugo Sousa de Sá e Bergson Nunes Santana, a temporada reúne artistas que apresentam, em formato solo, histórias, memórias e resistências que dialogam com o teatro negro contemporâneo.
As apresentações ocorrem entre 6 e 27 de novembro e custam R$ 30,00, com meia a R$ 15,00. A iniciativa reafirma o compromisso do SESI Bahia com a diversidade e o fortalecimento das expressões culturais como instrumentos de transformação social.
Confira a programação:
SESI Casa Branca – Avenida Caminho de Areia, Itapagipe
- 06/11 – Kaiala
A história de uma menina de 10 anos iniciada no candomblé angola, assassinada em um ato de intolerância religiosa. Um solo que denuncia o racismo religioso e reafirma a resistência da fé ancestral; - 13/11 – Cauê, a Lua e o Tambor
Inspirada na “Lenda dos Tambores Africanos”, a montagem mostra como surgiram os tambores, símbolos da pulsação africana e da sabedoria ancestral; - 20/11 – Dona de Si
Com Maju Passos e direção de Edileuza Santos, o solo de dança aborda a maternidade e o reencontro da artista com a dança como ferramenta de autoafirmação.
SESI Rio Vermelho – Rua Borges dos Reis, 9, Rio Vermelho
- 13/11 – En(cruz)ilhada
Um monólogo impactante sobre as múltiplas mortes que atravessam a experiência negra — social, cultural e simbólica — e o renascimento nas encruzilhadas da existência; - 20/11 – Mesmo Sem Te Tocar
Escrito e interpretado por Fernando Santana, o espetáculo narra a história de um homem que rompe as barreiras do tempo para reviver o amor da sua vida; - 27/11 – Savalú – Uma Inscrição no Tempo
A atriz Edeise Gomes revisita a própria trajetória em um mergulho sensível sobre o tempo, o corpo e a ancestralidade.