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2 de agosto de 2022

Ministério da Infraestrutura participa de reunião sobre a FCA na Bahia

FIEB Infraestrutura Logística

Convidados e integrantes do Coinfra apresentaram ao representante do governo federal argumentos em defesa de investimentos e da reativação na rede ferroviária

Felipe Queiroz, Ricardo Alban e Murilo Xavier na reunião do Coinfra Foto: Jefferson Peixoto/Coperphoto/Sistema FIEB

A renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) foi o tema da reunião mensal do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Coninfra/FIEB) que recebeu, nesta segunda-feira, 1º.8, o secretário Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Felipe Queiroz. A reunião, realizada no SENAI Cimatec, foi aberta com a presença do presidente da FIEB, Ricardo Alban, e contou com a participação de integrantes do Conselho e representantes de entidades setoriais e de classe.

O presidente da FIEB explicou que esta foi uma das inúmeras reuniões que a FIEB e suas representações consultivas têm promovido para encontrar uma solução para o pedido de antecipação da outorga da FCA, atualmente operada pela holding VLI. A mobilização da entidade é para que seja encontrada uma equação que favoreça a Bahia.

“Nossa preocupação é que a Bahia não seja atropelada pelos interesses dos outros sete estados em relação à FCA. Estamos na disputa com estados do Sul e Sudeste que têm muto mais cargas e infraestrutura vis à vis da Bahia. Se a gente deixar que as coisas aconteçam pelas métricas estatísticas atuais, vamos sair perdendo”, explica.

LOGÍSTICA

Para o presidente da FIEB, o importante é sensibilizar o Ministério da Infraestrutura e todos os envolvidos para que se possa mitigar as divergências e preparar o cenário para estruturar o sistema ferroviário que a Bahia necessita diante da perspectiva de crescimento das indústrias de mineração e de energias renováveis. Sem isso, o estado corre o risco de acumular prejuízos e comprometer o seu desenvolvimento em razão da precariedade de infraestrutura logística, lembra Alban.

“Um dos pontos que nos preocupa é que a Bahia não tem nenhum dos seus portos conectados à rede ferroviária. Nós temos que juntar todas estas perspectivas para minimizarmos possíveis perdas. E este é um trabalho incansável, que não vai ter certamente todo o sucesso que esperamos, mas contamos pelo menos diminuir os insucessos”, pondera Alban.

Ele lembra que o processo está se afunilando e é preciso resolver o problema de se antecipar ou não a concessão da FCA, que vence em 2026. A perspectiva defendida pela Federação é de que haja a prorrogação dos prazos de renovação para que a Bahia consiga estabelecer melhores condições e não saia ainda mais prejudicada face à precariedade da atual oferta de ferrovias no estado. Ele reforça a necessidade ainda de encontrar pontos de convergência, considerando a perspectiva futura de novos investimentos projetados para a Bahia nos próximos anos.

Após ouvir as considerações dos representantes de diversos setores e especialistas convidados pelo Coinfra, o secretário Felipe Queiroz disse que agora o Ministério da Infraestrutura fará seu dever de casa para avaliar como acolher as reivindicações apresentadas. “Levamos desta reunião contribuições relevantes. Nos reunimos aqui com uma parcela significativa da sociedade baiana que tem seus interesses legítimos no que tange à renovação da FCA. Saímos com o dever de casa de processar e internalizar todas as contribuições e continuar com este compromisso de construir de maneira coletiva entendimentos para melhorar a oferta de serviços ferroviários na Bahia”, sintetizou.

Na avaliação do presidente do Conselho de Infraestrutura da FIEB, Murilo Xavier, o encontro foi produtivo. “Conseguimos conclamar todas as entidades envolvidas num curto espaço de tempo. Todos puderam explanar o desejo de a gente conhecer mais todos os fatores que envolvem a tomada de decisão da antecipação da FCA. Esta antecipação pode ser um marco capital para o destino da Bahia nos próximos anos”.

Representante do Ministério de Infraestrutura fez uma explanação sobre o processo antes de ouvir as contribuições técnicas

Murilo Xavier destaca que o próximo passo é prover o ministério de informações. “A gente espera conseguir sensibilizar tanto a operadora, que está se propondo a antecipar a outorga da concessão, como o Ministério da Infraestrutura, para a importância da reativação das linhas da FCA na Bahia e investimentos em melhorias para este trecho”, complementa.

Participaram da reunião os integrantes do Coinfra/FIEB, o Sindicato da Indústria de Mineração, Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo e Associação dos Engenheiros Ferroviários, Prefeitura de Juazeiro, Associação Comercial da Bahia, federações, dentre outros.

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