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8 de agosto de 2022

Candidatos ao governo expõem propostas para setor produtivo

FIEB Indústria
Presidentes das Federações fizeram a abertura do Encontro com Candidatos. Com o microfone, Ricardo Alban, presidente da FIEB. Fotos: Gilberto Jr./Coperphoto/Sistema FIEB.

Promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia – FAEB, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia – Fecomércio-BA, pela Federação das Empresas de Transportes dos Estados da Bahia e Sergipe – FETRABASE e Federação das Indústrias do Estado da Bahia – FIEB, o Encontro com Candidatos ao Governo do Estado da Bahia reuniu, nesta segunda-feira (8), os três postulantes ao cargo mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais para que eles expusessem suas propostas de gestão.

Conduzido pelos presidentes da FAEB, Humberto Oliveira, da Fecomércio, Kelsor Fernandes, da FETRABASE, Décio Barros, e da FIEB, Ricardo Alban, o Encontro, realizado no Centro de Convenções de Salvador, reservou um tempo para que cada candidato falasse sobre suas ideias e respondesse a questões formuladas por representantes do setor produtivo.

Para o presidente da FIEB, Ricardo Alban, o encontro foi uma importante contribuição do setor produtivo para a construção de propostas e políticas do próximo governo. “É lógico que a política e a vida são dinâmicas, então, as propostas vão sendo ajustadas. Mas, é importante conhecermos as propostas e participarmos juntos do planejamento. O setor produtivo precisa estar unido para termos mais força e efetividade nas soluções”, pontuou.

“Essa é, sem dúvida, a grande oportunidade de ouvi-los, mas, sobretudo, de sermos escutados. Temos muitos gargalos que impedem o crescimento do agronegócio, da indústria, do comércio e dos serviços”, salientou o presidente da Faeb, Humberto Miranda, ao citar que, no cenário atual, o Estado perde investidores e receita.

Candidatos – Primeiro a falar, o candidato do PT ao governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues, afirmou que aposta no diálogo para construir, em parceria com o setor produtivo, as soluções para os problemas do estado. “Estamos dispostos a dialogar e tomar decisões compartilhadas. Quanto menos o Estado interfere no setor produtivo, melhor. O Estado tem que ajudar e ser parceiro, tem que fazer aquilo que é obrigação do setor público”, disse Jerônimo.

O petista destacou a necessidade de se fortalecer as cadeias produtivas e afirmou que o uso das tecnologias será fundamental para crescer na economia. Segundo Jerônimo, o Brasil e a Bahia têm tudo para avançar no cenário econômico e estimular a geração de emprego, especialmente com Lula na presidência, caso este seja o resultado da eleição.

Jerônimo Rodrigues, candidato ao governo pelo PT, defendeu o diálogo com todos os setores da sociedade.

O segundo candidato a se apresentar foi João Roma (PL) ao governo da Bahia, utilizou a maior parte do seu tempo para fazer duras críticas aos governos do PT, que estão completando 16 anos. Roma afirmou que não faltam recursos para o estado e que estes são mal-empregados.

O caminho para o crescimento do estado, segundo João Roma, é atrair mais investimentos. “Vamos baixar impostos, aumentar competitividade e atrair novos negócios. É assim que vamos melhorar a vida dos cidadãos. Vamos investir adequadamente os recursos, de forma eficaz, fazendo a sinergia entre os vetores de desenvolvimento”, frisou.

João Roma (PL), acredita na atração de investimentos para gerar emprego e renda para os baianos.

ACM Neto também apontou problemas nas gestões do PT e acredita que a população quer mudanças. O candidato do União Brasil prometeu, se eleito, uma gestão moderna, baseada em critérios técnicos e resultados. “O caminho é ter plano, projeto e ação”, disse.

Ele afirmou que investirá em assistência técnica e gerencial para os pequenos produtores rurais e empresários; mais serviços on-line; um planejamento estratégico para cada região do estado; e em condomínios industriais, agrícolas e de serviços, além de um processo de ‘calibração’ da carga tributária. “Vamos enfrentar problemas de logística e rever o papel dos distritos industriais com uma nova gestão e modelo”, destacou. 

ACM Neto, do partido União Brasil, falou em modernização da gestão, com metas e resultados para fazer o estado crescer.

Principais demandas – No evento, os presidentes da FAEB, da Fecomércio, da FETRABASE, e da FIEB entregaram aos candidatos a Agenda do Setor Produtivo Baiano. O documento reúne uma série de sugestões de políticas e ações para o desenvolvimento sustentável da Bahia. A publicação traz as principais dificuldades enfrentadas por cada setor para empreender no estado e, mais importante, as suas soluções, que visam quebrar o ciclo negativo do baixo crescimento e promover melhorias na educação, infraestrutura e serviços públicos.

O presidente da Fecomércio-BA, Kelsor Fernandes, destacou alguns dos pleitos do Comércio incluídos no documento entregue aos candidatos: “Necessitamos de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda; de um ambiente de negócios menos burocrático. Precisamos melhorar o rendimento do estado no IDEB – índice de Desenvolvimento da Educação, ampliando a parceria do Estado com o Senac, além de investir seriamente em segurança pública”, disse.

Kelsor também registrou a necessidade de “recuperar o turismo do nosso Estado, segmento que possui potencial singular no incremento da economia baiana, além da carência de uma nova geração de políticas de inovação na Bahia, possibilitando a criação de novas tecnologias”.

Décio Barros, da FETRABASE, lembrou que 80% do transporte de passageiros é feito por ônibus no estado, tanto nas cidades como nos percursos intermunicipais. Neste sentido, o preço dos combustíveis e a insegurança nas estradas representam os maiores problemas, elevando muito o valor do frete. “As nossas rodovias precisam muito do governo do estado, implementando medidas para a redução do custo do frete e das mercadorias transportadas para o consumidor final”, afirmou.  

O presidente da Faeb, Humberto Miranda, acrescentou que “o futuro governador da Bahia precisa tomar ciência para apresentar uma solução viável a esses temas que são transversais a todas as áreas, a exemplo da infraestrutura, que perpassa pelas questões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias até questões como energia e conectividade”.

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