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1 de agosto de 2022

Aluno do SESI ganha bolsa para concluir estudos no exterior

Educação Escola SESI Iniciação Científica SESI

Participação em Programa de Iniciação Científica abriu leque de oportunidades para estudante baiano de 17 anos.

Ouça aqui a matéria de áudio sobre o assunto produzida pela equipe da plataforma Brasil 61
Aluno Juan Teles na biblioteca da Escola SESI Reitor Miguel Calmon (Retiro). Foto Gilberto Jr/Coperphoto/Sistema FIEB.

Juan Teles, 17 anos, está em Nova York, nos Estados Unidos, em sua segunda viagem internacional. Ele concorreu à uma vaga e foi o único brasileiro a ganhar bolsa completa no programa do The School of the New York Times, com duração de três semanas. Nesse período, ele terá aulas nas principais universidades da cidade, como Columbia e Fordham University, e, também, aulas e uma espécie de estágio na redação do jornal americano. 

No retorno à capital baiana, o ex-aluno da Escola SESI Retiro logo arruma as malas de novo, desta vez para ir para Varsóvia, capital da Polônia, onde integrará a Akademia High School. Lá ele vai concluir os estudos também como bolsista integral. “Eu não teria conquistado tudo isso sem o apoio da Rede SESI. Todos os meus professores foram fundamentais nisso, produzindo cartas de recomendação, me ajudando com provas internacionais, tendo um total apoio da instituição”, afirma.

As conquistas de Juan são fruto do seu envolvimento com o Programa de Iniciação Científica da Rede SESI Bahia de Educação. Desde que ingressou no grupo de pesquisa SMOTES (Sistema de Monitoramento do Tempo e Estudos Socioespaciais), ele ajudou a formar o primeiro Clube de Relações Internacionais da Escola SESI Reitor Miguel Calmon (Retiro), participou de algumas das maiores conferências estudantis da ONU do mundo, e tornou-se bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq. A primeira saída do país, propiciada também pela pesquisa, foi para a Argentina, no ano passado, onde morou por um mês. 

“Penso que não teria estas oportunidades se não fosse o envolvimento com a pesquisa e toda uma vida acadêmica que se pode ter. Antes de entrar no grupo, nunca tinha pensado em fazer pesquisa científica. Hoje, quero ser diplomata”, revela Juan Teles.

Alunos utilizam microscópio no laboratório de Ciências Naturais na Escola SESI Retiro. Foto Valter Andrade/Coperphoto/Sistema FIEB.

Impacto social – Um dos projetos desenvolvidos pelo grupo SMOTES faz uma análise socioespacial do Porto das Sardinhas, no subúrbio de Salvador, visando o reaproveitamento dos resíduos. A partir da identificação de cerca de três mil mulheres, mais de 20% delas analfabetas, que tiram o sustento do tratamento da sardinha em jornadas exaustivas de trabalho, os estudantes estão propondo o aproveitamento dos restos de peixe para elaboração de uma ração para pets.

A ideia está em desenvolvimento, em parceria com técnicos do SENAI CIMATEC e ainda precisa de um parceiro comercial para que se viabilize economicamente. O objetivo é oferecer para estas mulheres uma alternativa para o aumento da renda. O professor de Geografia da Escola SESI Retiro, orientador do projeto, Anderson Rodrigues, fala sobre alguns dos ganhos do Programa de IC para os estudantes: “O nível do trabalho de pesquisa é o mesmo desenvolvido na graduação, seguindo o rigor da metodologia científica. Esta atividade contribui significativamente para a formação do cidadão contemporâneo, que pode intervir na sociedade de forma ativa e efetiva”, conta.

O SESI viu neste trabalho uma série de resultados positivos e decidiu estimular ainda mais o engajamento dos alunos com bolsas. Atualmente são 50 bolsistas bancados pela instituição. As bolsas têm o mesmo valor das oferecidas pela Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para a categoria Iniciação Científica Júnior: R$ 100 mensais.

“Através do programa proporcionarmos uma formação contextualizada, motivadora e interessante, capaz de estimular a construção do pensamento criativo integrado a ciência, tecnologia e empreendedorismo, considerados eixos fundamentais para o processo da inovação, a fim de que os estudantes possam não apenas estar preparados para os desafios complexos da realidade contemporânea, mas serem protagonistas e atuantes nas soluções destes desafios”, afirma o gerente de Educação Científica e Tecnológica do SESI, Fernando Moutinho.

Na Bahia, as escolas do SESI são as únicas da rede privada de ensino com um programa desta natureza. Atualmente, a Rede SESI tem mais de mil estudantes do ensino médio, da 1ª a 3ª série, em 10 escolas, participando de grupos de pesquisa, nas diversas áreas do conhecimento: ciências da natureza, ciências humanas, linguagens, matemática e engenharia. Este ano, o SESI começou um piloto de IC com alunos do Ensino Fundamental II, levando o acesso à pesquisa para outros grupos de estudantes.

Além de propor temas de investigação para problemas reais e que fazem parte da sua realidade, os estudantes desenvolvem competências e habilidades do século XXI: autogestão, investigação, resolução de problemas e habilidades de comunicação.

Premiações – Além dos ganhos tangíveis e intangíveis para a qualidade do desenvolvimento escolar e pessoal dos estudantes, os projetos realizados vêm mostrando também excelência científica. Em junho, a rede SESI Bahia de Educação foi destaque na edição 2022 da Feira Brasileira de Jovens Cientistas, evento científico pré-universitário, voltado para estudantes do ensino médio de todo o país.

Com 22 projetos submetidos, os estudantes das escolas do Serviço Social da Indústria (SESI Bahia) da capital e do interior conquistaram dez premiações em diferentes categorias. Dentre as conquistas, destaca-se uma credencial para a Mostratec, o maior evento do gênero do país e que seleciona projetos de iniciação científica para mostras internacionais.

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