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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Torneio de Robótica do SESI convida estudantes a pensar soluções para a sociedade

O desafio lançado pelo FIRST LEGO League (FLL) Torneio SESI de Robótica 2020 era “construindo cidades melhores” e mais de 200 jovens de três estados, além da Bahia, responderam ao “chamado” com 36 propostas de soluções para problemas dos locais onde vivem. Os projetos foram apresentados durante a competição, realizada neste final de semana (8 e 9), na Escola SESI Retiro, em Salvador.

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Torneio reuniu grupos de estudantes da Bahia, Alagoas, Sergipe e Piauí. Fotos: Valter Pontes e Jefferson Peixoto/Coperphoto/Sistema FIEB.

 

Os projetos, todos de impacto social, vão desde larvicida natural jogado por drones em imóveis fechados (como ação de combate ao mosquito transmissor da dengue e outras doenças), tinta ecológica de baixo custo para que a população de baixa renda pinte suas casas até oficinas de robótica para alunos da rede municipal num presídio desativado.

 

Para Hélio Santos, técnico das equipes Robocoe (1° lugar geral na competição) da escola Coese, de Aracaju (SE), o torneio estimula os estudantes a enxergarem a sociedade onde vivem. “Esses meninos sairão diferentes de como entraram. O grande desafio, como educador, é fazer com que nossos alunos saiam dos muros da escola, aprendendo a compartilhar, a ter solidariedade. Investir na educação é o caminho”, pontuou.

 

A competição avalia vários aspectos. Além dos projetos, na disputa, cada grupo de jovens liderados por dois adultos precisa trabalhar em sintonia, tendo como base valores como respeito, ganho mútuo e competição amigável. Seguindo regras feitas especificamente para cada temporada, eles também constroem robôs baseados na linguagem de programação LEGO Mindstorm, que devem cumprir uma série de missões.

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Equipe Rumbora 3 em 1 foi formada por alunos do SESI de três unidades piauienses: Picos, Teresina e Parnaíba. Eles trabalharam boa parte do tempo se comunicando via internet. 

“A gente não desenvolve a tecnologia pela tecnologia. Acreditamos que os jovens não são meros usuários e passam a ser protagonistas de soluções e quem sabe, em pouco tempo, empreendedores, iniciando projetos, startups. O SESI acredita que educação é tudo isso, mais do que só o processo formativo”, explica a gerente de Educação do SESI Bahia, Cléssia Lobo.  

 

Nesta edição do FLL foram 36 equipes da Bahia, Alagoas, Sergipe e Piauí, formadas por estudantes de 9 a 16 anos, tanto da Rede SESI de Ensino como de escolas públicas e privadas.  “Além de realizar o evento, o SESI apadrinha equipes de escolas públicas e de garagem, mas o torneio também é aberto a grupos de instituições particulares”, conta o coordenador do Torneio, Fernando Didier.

 

Os três primeiros colocados na competição irão para a seletiva nacional do Torneio, que acontece no mês de março, em São Paulo. Durante o evento também se definiram as equipes que vão participar etapa nacional do F1 In Schools, desafio que faz parte de um projeto internacional da própria Fórmula 1 em que estudantes de ensino médio utilizam diversos recursos tecnológicos para projetar, modelar e testar um protótipo de um carro de F1.

 

O Serviço Social da Indústria (SESI) é o operador oficial do torneio internacional no Brasil. Na Bahia, a instituição é uma das pioneiras a adotar a robótica educacional em sala de aula e a realizar competições interescolares com a participação de equipes daqui e de outros estados.

 

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Conheça os vencedores do F1