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Importância
Estratégica
A
globalização da economia e a velocidade
das transformações tecnológicas
são, provavelmente, os fenômenos
de maior relevância para o futuro das
nações. Tendo em vista esses processos,
a partir de 2001, o Relatório para o
Desenvolvimento Humano da ONU passou a incorporar
o Índice de Realização
Tecnológica - IRT, que mede o grau de
desenvolvimento e utilização de
novas tecnologias nos países estudados.
O estudo da ONU consolida o conceito de que
qualidade de vida, crescimento econômico
e domínio tecnológico são
fatores indissociáveis. Considerando
que atualmente 2 bilhões de pessoas,
ou seja, 1/3 da população mundial
não dispõem de tecnologias básicas
como energia elétrica, o relatório
conclui categoricamente que os países
que perderem a corrida tecnológica ficarão
à margem do desenvolvimento econômico
e social.
Em
função dos grandes contrastes
estruturais, o Brasil ocupa posição
intermediária no IRT. Enquanto o número
de Mestres e Doutores formados no país
se aproxima ao de países desenvolvidos
como Espanha e Itália, a escolaridade
média é de apenas 4,9 anos, contra
12 anos em países como EUA e Suécia.
Da mesma forma, enquanto o Brasil está
entre os 30 maiores países exportadores
de tecnologia, o número anual de patentes
depositadas é de apenas 2 por milhão
de habitantes, contra, por exemplo 994 patentes
por milhão de habitantes no Japão.
No Brasil, a percepção de que
inovação tecnológica gera
valor econômico é ainda muito restrita,
tanto que 2/3 dos investimentos em P&D no
país são públicos.
Para
consolidar o desenvolvimento tecnológico,
criando valor e riqueza para a sociedade, é
necessário que os países criem
condições favoráveis para
o surgimento e expansão de empresas inovadoras
e de base tecnológica. Mas é fundamental
que as empresas considerem, em sua pauta estratégica,
os seguintes objetivos:
-
Desenvolver a capacidade de inovação
como vantagem competitiva e instrumento de
criação de valor;
- Ter
a atuação no mercado internacional
como meta permanente;
- Desenvolver
ações concretas para melhorar
o desenvolvimento tecnológico.
A
criação de condições
favoráveis ao desenvolvimento tecnológico
pelo setor empresarial passa, necessariamente,
pelo estímulo efetivo de mercado e pela
construção de ambiente favorável.
Na construção deste ambiente estão
envolvidas questões como o equacionamento
de soluções para financiamento,
leis que afetam as cadeias produtivas, incremento
da capacidade de promoção comercial
do país e articulação direta
com as empresas líderes em cada cadeia
produtiva.
A
Rede Brasil de Tecnologia está desenhada
para atuar na construção deste
ambiente favorável, de forma que se torne
eficaz o esforço empreendido por diversas
instituições para dinamizar e
tornar mais efetiva a estratégica integração
entre Universidades/Centros de Pesquisa-Empresa/Cadeias
de Suprimento para gerar tecnologia.
O
Estado brasileiro, com esta iniciativa, desempenha
papel de indutor do desenvolvimento tecnológico
e sócio-econômico do país.
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