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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

SESI, investimento social que dá certo

Victor Ventin

 

Pesquisa do Serviço Social da Indústria (SESI), de 2016, com 500 médias e grandes empresas brasileiras, revelou que 71,6% delas dão alta atenção à segurança e saúde no trabalho (SST). Não só para se adequar às normas regulamentadoras, como porque investir em prevenção de acidentes e na saúde é a melhor forma de reduzir ausências ao trabalho e aumentar a produtividade.

 

De fato, a mesma pesquisa aponta que, para 48% dos gestores, tais investimentos reduziram faltas ao trabalho; 43,6% apontaram aumento da produtividade; e 34,8% redução de custos com a saúde do trabalhador. O investimento em SST reduziu acidentes e doenças ocupacionais no Brasil. Dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social apontam que o número de acidentes de trabalho por grupo de 100 mil profissionais caiu 17%, entre 2007 e 2013.

 

Apesar dos avanços, há um novo desafio: os afastamentos por males não relacionados ao trabalho, como transtornos mentais, doenças crônicas como diabetes e hipertensão, e os problemas ligados à violência, inclusive no trânsito.  É onde o SESI se insere, com soluções customizadas.


Em outra vertente – a Educação – o SESI também oferta serviços qualificados. O SESI Educa é um bom exemplo. Mais de 5.300 jovens e adultos, a partir de 18 anos, usam a plataforma de ensino a distância para concluir o ensino fundamental e/ou o médio fora da idade convencional.

 

Nos últimos anos, o Ensino Médio é o segmento educacional com maior atenção do SESI na Bahia. Em 2010, inaugurou a Escola Djalma Pessoa, para os filhos dos trabalhadores na indústria, com um aumento de 40% sobre a oferta feita neste segmento desde a fundação do Sistema FIEB-SESI, em 1948. E transformou o ensino médio em algo altamente subsidiado, com gratuidade para os filhos dos industriários e jovens carentes de bairros vizinhos às escolas.

 

A rede SESI foi ampliada com a reforma de escolas em Salvador e região metropolitana; com a construção de unidades em Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Feira de Santana, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães. Em 2018, Juazeiro ganhará uma escola de ensino médio.

 

Há a clara opção de formar jovens para o trabalho, pois o SESI oferece a educação convencional articulada com formação profissional do SENAI. Em 2017, as escolas SESI (quatro na RMS e cinco no interior) ofereceram 5.200 vagas de ensino fundamental e médio. Em 2018, oferecerão 6.230 vagas, 20% gratuitas, para estudantes com renda familiar de até 1,5 salário mínimo.

 

Em educação continuada, solução para as empresas que desejam elevar a escolaridade do trabalhador, o SESI realizou, de janeiro a agosto de 2017, 34 mil matrículas. Esse programa tem profundo impacto na produtividade.

 

Ao investir em educação e em SST, o SESI mescla necessidades da indústria e protagonismo social. Mistura que, ao longo de quase sete décadas, tem dado certo.

 

 

Victor Ventin é conselheiro do SESI e ex-presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado da Bahia – FIEB.

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