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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Por mais possibilidades para o jovem no ensino médio

É consensual a importância de um sistema educacional de qualidade para a formação plena do cidadão e para ampliação das oportunidades de inserção no mundo do trabalho. O investimento eficiente em educação determina o aumento da produtividade, fator imprescindível para o desenvolvimento sustentado da economia brasileira. São inúmeros os exemplos de países que deram saltos nos seus indicadores econômicos e sociais em função de um planejamento persistente e focado na educação.

Não obstante os avanços dos últimos anos, o desafio é enorme. Os recentes dados do IDEB demonstram uma realidade muito adversa, para uma faixa etária extremamente vulnerável. O IDEB do ensino médio estagnou desde 2011 e a percentagem de alunos com proficiência adequada em Matemática cai desde 2003, chegando a 9,3% em 2013. Uma juventude sem perspectiva e desmotivada não coaduna com a construção de uma nação igualitária, formada por cidadãos, detentores do livre arbítrio nas suas escolhas. Infelizmente, na prática, não estamos deixando muitas opções para os nossos jovens. 

O baixo percentual de estudantes matriculados no ensino médio, na idade correta, e a existência de 1,7 milhão de jovens entre 15 e 17 anos fora da sala de aula demonstram claramente a incapacidade do sistema educacional brasileiro de seduzir os jovens para a conclusão do processo formativo. O sonho de uma melhor inserção na sociedade cede espaço para a desesperança. Afinal, por que os jovens desistem da escola, e o que devemos fazer para reversão deste quadro?

A resposta da questão é complexa. Dentre as inúmeras variáveis correlacionadas, podemos destacar a cumplicidade da família, a qualificação e valorização do corpo docente, a infraestrutura física e tecnológica, a gestão e o projeto pedagógico da escola como fatores chave para o ensino de qualidade, tendo como foco os jovens. Não podemos esquecer que eles são o centro deste sistema e é para eles que devemos direcionar as nossas preocupações.

O fio condutor de qualquer política pública educacional deve ser a futura ampliação das opções de escolhas dos estudantes, fomentando e garantindo um ensino de qualidade e estimulante. Precisamos resgatar a autoestima dos jovens bem como o orgulho em fazer parte da sua comunidade escolar. Acima de tudo, capacitá-los para que sejam protagonistas de suas escolhas.  Em artigo publicado em junho de 2016, já nos posicionamos a favor da diversificação curricular com a convicção de que muito mais tem que ser feito.

Os elementos acima sintetizados têm sido objeto de preocupação permanente da nossa instituição. O SESI/BA vem passando por uma transformação quantitativa e de busca permanente por melhorias qualitativas nas suas escolas de nível médio, com a ampliação do número de 1500 vagas para aproximadamente 5000. A Escola Djalma Pessoa, que desde 2010 vem prestando um serviço de qualidade em articulação com o SENAI, com resultados expressivos dos nossos alunos em olimpíadas de conhecimento, torneios de robóticas e premiações, nos deu régua e compasso para o desafio de novas unidades em Ilhéus, Barreiras, Luis Eduardo Magalhães, Feira de Santana, Vitória da Conquista, brevemente em Juazeiro, além de nova unidade em Salvador. Está última, localizada no Retiro, com capacidade para 2000 alunos, provida de infraestrutura moderna e equipada com laboratórios, ginásio de esporte, auditório, será entregue à sociedade no final do mês de outubro.

Por tudo isto, e por acreditar na importância da nossa instituição na discussão da temática, promoveremos a série SESI Diálogos de Educação, na sua segunda edição. A ideia central deste evento é debater o ensino médio, tendo como cenário a sua nova arquitetura e a Base Nacional Curricular Comum. Desta forma, entendemos estar contribuindo com a indústria e com a sociedade para o avanço, por meio do diálogo, da qualidade do ensino do nosso país.

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