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segunda-feira, 7 de março de 2016

É preciso corrigir os erros

O Brasil precisa encontrar o seu caminho. A sociedade brasileira – estudantes, professores, trabalhadores, empresários, políticos etc – não suporta mais a inércia político-econômica que se instalou no país. Quem diria que, hoje, estaríamos em uma posição de expectativas internas e internacionais opostas a da Argentina! Ações e exemplos precisam ser dados e praticados por todas as lideranças brasileiras.

Como cidadãos conscientes e ativos, exigimos as verdadeiras mudanças que precisam ser realizadas, com a determinação e a coragem necessárias, a despeito do ônus político que poderá advir dessas ações. O Brasil deve estar preparado para as gerações futuras, garantindo melhorias sólidas e contínuas. Esse processo da convergência de toda a sociedade é fundamental para que possamos romper o verdadeiro “diálogo de surdos” em que vive a política partidária nacional.

Precisamos da Reforma Administrativa, com um profundo ajuste de todo o setor público (Executivo, Legislativo e Judiciário), adequando-o ao real tamanho e necessidade do Estado brasileiro e tornando-o eficiente, produtivo e menos corporativista. Temos na ineficiência e descontrole do gasto público a consequência do atual modelo de gestão pública.
Precisamos da Reforma Trabalhista. Em uma economia globalizada são essenciais ganhos contínuos de competitividade. Contudo, como ter eficiência na relação capital/trabalho tendo como base uma legislação sancionada há 73 anos pelo presidente Getúlio Vargas?

Precisamos da Reforma Previdenciária. Não apenas para a necessária adequação à elevação da idade média brasileira, mas também para a correção das distorções existentes em todo o sistema previdenciário. Ademais, não é razoável ter toda uma geração de jovens focados exclusivamente em concursos públicos. Onde estão os empreendedores, os técnicos, os engenheiros, os médicos e tantos outros profissionais responsáveis por fazerem a verdadeira economia produtiva gerar riqueza?

Precisamos da Reforma Tributária para que a nossa carga tributária seja mais justa e equilibrada para um país em desenvolvimento. Essa reforma deve ser realizada com base na simplificação, equalização e, até mesmo, na redução da atual arrecadação tributária, estimada em 34% do PIB. Deixemos claro, aqui, que as empresas apenas recolhem os impostos, uma vez que a carga tributária é, necessariamente, transferida ao preço dos produtos e serviços. Somos todos, portanto, consumidores brasileiros, detentores de renda que pagam esse “Custo Brasil”.

Assim como temos grandes diferenças sociais, temos também grandes diferenças entre as economias regionais, entre os pequenos, médios e grandes empreendedores. Deve prevalecer, desta forma, a visão de tratar os desiguais de forma desigual: tanto nas políticas sociais como nas de desenvolvimento regionais e setoriais. Essa ainda é a forma mais eficiente de obter equilíbrio nas diferenças.

Ainda podemos corrigir os erros, afinal eles nos pertencem e somos responsáveis por um Brasil melhor para as gerações futuras.

 Ricardo Alban - Presidente da FIEB

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