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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Duas instituições com “S” maiúsculo

Ricardo Alban

 

O SESI e o SENAI têm sido decisivos no apoio à construção do parque industrial brasileiro. Sejam pequenos, médios ou grandes empreendimentos, neles está o DNA das duas instituições.

O SENAI, por exemplo, desenvolveu uma metodologia capaz de antecipar tendências do mercado, para oferecer às indústrias e seus trabalhadores cursos profissionalizantes conectados às suas necessidades. Números da instituição na Bahia mostram o acerto dessa diretriz. No período 2014/16, o SENAI realizou quase 326 mil matrículas em educação profissional, das quais, quase 78 mil gratuitas; e atendeu 2.108 empresas, de 30 segmentos industriais, em 138 municípios.

Em Salvador, funciona a mais avançada unidade do SENAI no país – o Cimatec – que em um único campus reúne centro tecnológico, centro universitário e escola técnica. A unidade possui nove cursos de Engenharia, 21 cursos de pós-graduação, dois mestrados e dois doutorados, que contam com o apoio de 55 laboratórios, em 33 áreas tecnológicas, e do segundo maior supercomputador da América Latina. Não à toa, o SENAI Cimatec foi reconhecido pelo MEC, nas cinco últimas avaliações do Índice Geral de Cursos, como a melhor instituição de ensino superior em Engenharia do Norte/Nordeste.

O SESI também se destaca por seus serviços. A qualidade do ensino que oferece – no período 2014/16 realizou, na Bahia, mais de 176 mil matrículas gratuitas em educação – é atestada pelos bons resultados de seus alunos na Prova Brasil, do MEC. O SESI também é referência em serviços em Saúde e Segurança na Indústria, com quase 10 mil atendimentos empresariais e 460 mil trabalhadores e dependentes beneficiados na Bahia, em 2014/16.

Os serviços ofertados pelo SESI e SENAI são financiados, em sua maior parte, por contribuições compulsórias das indústrias. Os recursos e sua gestão são de natureza privada. Modelos similares existem com sucesso em países como Alemanha, França e Dinamarca. Não fosse esse modelo de financiamento, o déficit de mão de obra preparada e os problemas de saúde e segurança no trabalho seriam bem maiores.

Graças às suas qualidades, o SESI e o SENAI são aprovados por empresários que bancam sua manutenção. Pesquisa da CNI com 3.921 empresas revelou que 90% delas aprovam a atuação das duas entidades e as consideram "essenciais ao desenvolvimento da indústria brasileira". Em um país onde as empresas precisam vencer desafios diários, elas sabem que contam com o apoio das duas entidades para investir, de forma consistente e continuada.

Sabemos que todo modelo precisa ser continuamente aperfeiçoado, buscando mais eficiência e transparência. São compromissos que o Sistema FIEB assume publicamente.

 

 

 

Ricardo Alban é presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia.

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