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terça-feira, 30 de março de 2021

Alunas do SESI Bahia conquistam sete prêmios na 19ª edição da Febrace

Estudantes da Rede SESI Bahia de Educação conquistaram sete prêmios na 19ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), considerada um dos principais eventos científicos pré-universitários do país.  Dois projetos desenvolvidos nas áreas de humanas e agronomia ganharam destaque no evento, promovido anualmente pelo Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O resultado foi anunciado no sábado, dia 27.03, último dia da Febrace, que foi realizada em formato virtual por causa da pandemia de Covid-19.
 

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As estudantes da Escola SESI Djalma Pessoa conquistaram o 1º lugar na classificação geral em Ciências Agrárias. Foto: Gilberto Jr. / Coperphoto / Sistema FIEB.

As alunas da Escola SESI Djalma Pessoa, de Salvador, Yasmin Barreto Teles Fonseca e Nicole Melo de Almeida se destacaram com o projeto “Tecnologia alternativa para aumento germinativo e potencialização de compostos bioativos em cultivares de coentro a partir da biomassa de Dunaliella salina incorporada a biofilme polimérico”. Como alternativa ao uso de fertilizantes e agrotóxicos na agricultura, elas desenvolveram um revestimento para sementes feito a partir do amido de mandioca associado à biomassa de microalga, para aumentar a produtividade no cultivo de vegetais e potencializar a quantidade de seus nutrientes.

Com a pesquisa, elas conquistaram o 1º lugar na classificação geral em Ciências Agrárias; o Prêmio Destaque Unidades da Federação pela Bahia, com o certificado de melhor projeto do estado na Febrace; além obter credencial para participar de duas feiras internacionais: a Infomatrix Continental Guadalajara, no México e Regeneron ISEF - International Science and Engineering Fair (ISEF).

Orientador do projeto de pesquisa e coordenador da Iniciação Científica da Rede SESI de Educação, Fernando Moutinho ressalta a importância do resultado, destacando a classificação para a ISEF, considerada a Copa do Mundo da pesquisa científica pré-universitária. “Os melhores projetos de cada país são selecionados para a ISEF, realizada nos Estados Unidos. Aqui no Brasil nove projetos são selecionados através da Febrace e entramos neste seleto rol”, explica, lembrando que este ano a ISEF vai acontecer em formato virtual.

Além dos prêmios com o projeto, a estudante Nicole Melo de Almeida conquistou a premiação individual National Youth Science Camp (NYSC) e foi selecionada para o programa de residência em Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM) para estudantes do ensino médio nos EUA, que também vai ocorrer em formato virtual.  “O resultado mostra que o esforço que dedicamos à pesquisa está rendendo frutos e abre portas para divulgar nosso projeto para outros países. Me sinto orgulhosa por poder representar a escola e o país nesses eventos internacionais”, comemora Nicole Almeida.

 

Ciências Humanas

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Alunas da Escola SESI Djalma Pessoa ficaram com o 3º lugar na classificação geral em Ciências Humanas. Foto: Arquivo Pessoal

O outro projeto premiado na Febrace também é da Escola SESI Djalma Pessoa. Participando pela primeira vez de uma feira científica, as estudantes Lorena Silveira Xavier, Bianca Xavier Ramos de Oliveira e Jamily Samara Jesus Aleluia se destacaram com o projeto “Manifesto das pretas: uma ótica para a desconstrução do estigma racista e machista no campo da educação básica (final do ensino fundamental II e ensino médio)”. Com a pesquisa, elas conquistaram o Prêmio Internacional Outstanding for Behavioral Sciences da American Psychology Association, com o certificado de excelência em Ciências Comportamentais, e ficaram com o 3º lugar na classificação geral em Ciências Humanas.

As alunas desenvolveram um e-book que se propõe a contribuir para a desconstrução da visão estereotipada da mulher negra na sociedade e contribuir com as escolas que desejem dialogar sobre a temática.  “Acreditamos que se a gente não tornar essa discussão acessível no meio educacional, a desconstrução do estereótipo não vai acontecer. Trazemos o projeto como uma contribuição pedagógica, para que possa trazer uma pluralidade para o ambiente escolar, respeitando a representatividade”, explica a estudante Lorena Bispo.

Orientadora do projeto, a professora Fabiane Lima lembra que as estudantes tiveram que mudar a proposta do projeto por conta da pandemia de Covid-19. A partir da percepção da invisibilidade da mulher negra na sociedade, a ideia inicial das estudantes previa a elaboração de um documentário com depoimentos de mulheres negras de destaque. Mas com o distanciamento social imposto pela pandemia, a pesquisa de campo foi impactada e, como alternativa, elas desenvolveram o e-book, para o qual buscaram referências bibliográficas de autoras como Carla Akotirene e Djamila Ribeiro.

“O sentimento é de euforia. Passa na nossa cabeça todo o processo que elas percorreram até aqui. O resultado tem esse significado de perceber que apesar de tudo, elas conseguiram se manter motivadas”, comemora a professora Fabiane Lima, orientadora do projeto.

 

Iniciação Científica

Os projetos premiados na 19ª edição da Febrace foram desenvolvidos no Programa de Iniciação Científica, um dos diferenciais do ensino das escolas da Rede SESI Bahia de Educação. “Essas conquistas corroboram o nosso protagonismo na iniciação científica. Neste ano participamos com quatro projetos em diferentes áreas e de diferentes regiões do estado. Isso mostra que estamos em um caminho de expansão e ratifica o trabalho realizado”, ressalta Fernando Moutinho.

Os outros dois projetos finalistas da Febrace 2021 foram nas áreas de bioquímica e humanas. As alunas da Escola SESI Ignez Pitta de Almeida, de Barreiras, Ana Luiza Nogueira Oshiro, Maria Eduarda Prates Brandão e Sarah Fernandes de Oliveira participaram com o projeto “Pastilha filtrante de moringa oleífera”, com a orientação da professora Solange Dourado da Silva.

Já da Escola SESI Anísio Teixeira, de Vitória da Conquista, foi selecionado o projeto “Tio Sam e movimento estudantil na Bahia: explorando as correspondências secretas enviadas ao departamento de estado dos Estados Unidos (1967-1968)”, desenvolvido pela estudante Sara Soares Torres, sob orientação do professor José Pacheco dos Santos Júnior.

Atualmente, o programa de Iniciação Científica da Rede SESI Bahia de Educação conta com quase 500 estudantes inscritos em escolas da capital e do interior. No total, são 39 grupos de pesquisa ativos, que contemplam quatro áreas do conhecimento: ciências da natureza, ciências humanas, engenharia e matemática, e linguagens.