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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Produção industrial baiana encerra 2020 com queda de 5,2%

A produção da indústria de transformação baiana encerrou o ano de 2020 com queda de 5,2%, ocupando a nona posição no ranking dos quatorze estados que participam da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF).  De acordo com a nota PIM-PF, elaborada pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), na média, a Indústria de Transformação nacional apresentou queda de 4,6% no ano passado.

“A crise provocada pela pandemia do Covid-19 gerou impacto profundo na economia mundial. Na produção industrial, o primeiro momento da crise foi marcado por reduções ou mesmo paralisações na produção. Já no segundo semestre, o setor sofreu com a restrição da oferta e o encarecimento dos insumos e matérias-primas”, explica o gerente-executivo de Desenvolvimento Industrial da FIEB, Marcus Verhine, ressaltando que medidas emergenciais implementadas pelo Governo Federal, voltadas para as empresas e para a população, atenuaram as expectativas iniciais de uma queda bem mais acentuada na economia.

Na Bahia, seis dos onze segmentos da Indústria de Transformação analisados apresentaram queda. Veículos automotores (-41,6%), Metalurgia (-30,4), Couro e Calçados (-21,5%), Equipamentos de Informática (-18,9), Borracha e Plástico (-10,1%) e Minerais não metálicos (-3,7%)

Por outro lado, apresentaram crescimento os segmentos de Refino de Petróleo e Biocombustíveis (13,7%), Celulose e Papel (7,5%), Produtos Químicos (4,1%), Bebidas (2,8%) e Alimentos (1,4%).

Sobre o desempenho da Industria de Transformação da Bahia, a nota PIM-PF destaca o impacto provocado pelo anúncio do encerramento das atividades da Ford na Bahia.  “Caso a Bahia não encontre, no curto prazo, um player substituto para esse parque produtivo, os resultados da produção industrial baiana em 2021 estarão seriamente prejudicados”, comenta o gerente-executivo de Desenvolvimento Industrial da FIEB, Marcus Verhine.

 

Confira a nota PIM-PF na íntegra.