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terça-feira, 13 de outubro de 2020

FIEB defende revisão da Lei que obriga selo em produtos fabricados na Bahia

A Lei 14.275/2020, promulgada em agosto pela Assembleia Legislativa, torna obrigatória a todos os produtos industrializados no estado a informação de que são fabricados na Bahia. Apesar de entender a necessidade de se valorizar a produção local, FIEB defende que a lei seja revista, pois a obrigatoriedade pode ser prejudicial ao mercado.

A exigência pode afetar alguns segmentos produtivos. Um exemplo são os produtos de marcas internacionais, padronizados, voltados para um mercado mais amplo do que o estadual. Nestes casos, a inclusão de um selo de produção baiana traria custos e não valorizaria o produto.

“Essa deveria ser uma opção de cada empresa, de acordo com a natureza do seu produto e com a sua estratégia. Se por um lado, para algumas empresas, atrelar a produção à Bahia pode fortalecer a marca, para outras a medida pode trazer custos e afetar a competitividade”, destaca Cinthia Freitas, da Gerência de Relações Governamentais da FIEB. Ela lembra que em alguns estados, como o Mato Grosso, já existem iniciativas semelhantes, mas o uso do selo é opcional.

Origem Bahia

A FIEB acredita que a realização de iniciativas de estímulo aos produtos baianos pode trazer ganhos para o estado. Neste sentido, a instituição atua para a melhoria da competitividade e a promoção de produtos característicos do estado, com o projeto Origem Bahia. Realizado desde 2013, o projeto é voltado para reforçar a produção da Bahia em mercados internacionais, através do marketing territorial. A iniciativa promove produtos que têm uma identificação local, como chocolate e derivados, charutos, cachaça, café, geleias e doces artesanais, por exemplo.

A instituição também apoia iniciativas de grupos empresariais que buscam valorizar os produtos da Bahia.