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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Inclusão: Luva que traduz linguagem de sinais é 1° lugar no Grand Prix SENAI de Inovação Bahia 2020

Projetos que melhoram ambiente de trabalho para PCD foram desenvolvidos por alunos de cursos técnicos em apenas 12 horas.

O desafio foi dado: criar dispositivos que aumentem o acesso de pessoas com deficiências ao ambiente de trabalho. E, em apenas 12 horas, estudantes dos cursos técnicos do SENAI tiveram que apresentar soluções viáveis e com tecnologia de baixo custo. Uma luva que traduz libras, um sensor de segurança individual e um EPI modular programável foram eleitos os três melhores projetos da competição.

Cerca de 30 alunos ou estudantes de 13 cursos técnicos do SENAI Bahia das unidades de Feira de Santana, Lauro de Freitas, Dendezeiros, em Salvador e Camaçari participaram da competição, realizada entre 25 e 26 de setembro. Além de uma boa ideia, eles precisaram mostrar sua viabilidade em um curto espaço de tempo e com recursos limitados, demonstrando sua capacidade criativa, de mobilização em equipe e espírito empreendedor.

“As ideias apresentadas foram avaliadas nos critérios de grau de aderência ao desafio proposto - grau de criatividade e atratividade da solução, além de potencial para investimento - por uma comissão formada por profissionais da própria instituição, assim como especialistas parceiros que se somaram ao evento”, explica a coordenadora do Grand Prix na Bahia, Fernanda Mikulski.

PCD Glove.jpg

O 1º lugar no pódio foi da PCD Glove, uma luva capaz de traduzir a linguagem de sinais, transformando os gestos em texto, da “escuderia” de Feira de Santana, formada por cinco estudantes dos cursos técnicos em Logística, Refrigeração, Química e Administração do SENAI Feira de Santana.

 “Fiquei animado em usar os conhecimentos que adquiri no curso para formular uma ideia nova e que ajudasse alguém. O difícil foi somente pensar numa realidade que não é a sua, porque não tinha nenhum PCD no grupo”, revela o técnico em Logística do SENAI Feira, Daniel Philipe Silva, 24, líder do time.

A escuderia já está classificada para participar do Grand Prix Nacional, que será realizado durante a Semana Nacional de Inovação do SENAI, em novembro de 2020, assim como os vencedores do 2° lugar.

Ideias premiadas – O 2° lugar ficou com o projeto Sistema de Segurança Individual, da equipe SENAI Lauro de Freitas. Trata-se de um dispositivo que será acoplado a uma bota de segurança e emitirá sinais vibracionais para o colaborador, indicando que o mesmo está próximo de ambientes que possam oferecer risco. “Fizemos pesquisas para identificar a dor das indústrias e empresas, com base na problemática do desafio. E, com apenas 10 horas (contanto com os 2 dias da maratona), já tínhamos Modelo de Negócio, Protótipos e discursos prontos”, conta a tutora do time, Micaella Veríssimo.

INOVAC.jpg

Já o 3° lugar foi para o projeto INOVAC, do SENAI Dendezeiros, em Salvador. Consiste numa linha de EPIs tecnológicos modulares e programáveis que podem facilitar o gerenciamento das atividades e reduzir o índice dos riscos no ambiente de trabalho para deficientes visuais e auditivos.