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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Internacionalização deve estar na estratégia da empresa, defendem especialistas em live promovida pela FIEB

Para acessar mercados internacionais, cada vez mais exigentes, o planejamento é fundamental. Além disso, a decisão de internacionalizar deve estar na estratégia das empresas. Foi esta a mensagem dos especialistas que participaram da live promovida pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), nesta terça-feira, 29.09.  Com mediação do vice-presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIEB e diretor industrial da Veracel Celulose, Ari Medeiros, o encontro virtual discutiu o tema “Ferramentas e competências para as micro e pequenas empresas conquistarem mercados internacionais”.

A gerente de Serviços de Internacionalização da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sarah Saldanha, defendeu que o processo de operação no exterior deve ser uma decisão estratégica. Segundo ela, depois que essa decisão é tomada é preciso analisar as oportunidades de mercado existentes e avaliar se o produto está adequado para esses mercados. “O esforço de adaptação e de desenvolvimento do produto, do processo e da embalagem fazem parte do sucesso internacional de uma operação”, destacou.

Sarah Saldanha também ressaltou que a CNI tem atuado de maneira sistêmica, preparando as empresas para a internacionalização com soluções voltadas para os pilares: estratégia, produto, mercado e operação.

Outra instituição que também apoia a promoção dos negócios e produtos brasileiros no exterior é a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A gerente de Indústria e Serviços, Maria Paula Sobral Velloso, destacou a atuação da agência com serviços em pilares como: inteligência de mercado, qualificação empresarial e o Programa de Qualificação para a Exportação (PEIEX). “A exportação tem que estar na estratégia da empresa. Por mais ferramentas e serviços diferenciados e complementares que existem, se a internacionalização isso não estiver no DNA das empresas, não tem como somente a capacitação surtir efeito”, ressaltou.

Produtividade e competitividade são aspectos essenciais que devem estar no foco das empresas que pensam em acessar o mercado internacional, de acordo com o gerente da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional, César Reinaldo Rissete. “É preciso ter claro qual o seu diferencial de mercado, qual o produto o consumidor valoriza e como se tornar mais competitivo. Esses são desafios que permeiam qualquer mercado”, pontuou.

Segundo Rissete, no Brasil apenas 8.300 empresas de micro e pequeno porte são exportadoras. “É uma fração muito pequena que caminha para o mercado internacional. De fato, esse é um desafio e as instituições apoiam as empresas neste processo”, comentou, destacando as ações do Sebrae, como capacitação para melhoria da gestão das empresas, capacitações para adequar produtos, embalagens e a normas do mercado de destino. A instituição também presta consultoria para obtenção de certificações e selos, que são exigidos por alguns mercados.

História de sucesso

Instalada há cerca de 20 anos no município de Teixeira de Feitas, no extremo-sul da Bahia, a empresa de produtos capilares profissionais ECosmetics International Salon tem centros de distribuição no Brasil e no exterior e exporta para mais de 40 países. Atualmente as exportações respondem por 40% do faturamento da empresa, de acordo com o presidente Edson Borgo. Mas o início não foi fácil.

“Quando comecei, não busquei apoio das instituições, o que atrasou o nosso processo. Precisei contratar uma empresa Portugal para fazer a rotulagem dos produtos e essa empresa foi me mostrando o caminho. O mercado externo não é para quem quer, não se faz de qualquer jeito. É preciso se preparar”, alertou. O empresário também defendeu a importância de participar de feiras setoriais internacionais para conhecer como funciona o mercado.

Diálogos FIEB

As lives que o Sistema FIEB vem realizando desde o mês de maio têm como objetivo trazer para a sociedade os debates que a indústria baiana vem travando desde o início da crise causada pelo coronavírus.