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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Educação e emprego devem ser as prioridades do governo em 2020

Os brasileiros estão otimistas com o desempenho da economia e apontam a educação e o emprego como as principais prioridades para este ano. Quase metade da população (49%) acredita que a situação econômica do país vai melhorar ou melhorar muito em 2020.

As perspectivas são melhores na região Norte/Centro-Oeste, onde 58% das pessoas avaliam que a situação deve melhorar ou melhorar muito. As informações são da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Principais problemas do País e prioridades para 2020, divulgada nesta terça-feira (18), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mesmo assim, as expectativas para 2020 são menos otimistas do que as do ano anterior. Em dezembro de 2018, 66% avaliavam que a situação econômica ia melhorar ou melhorar muito em 2019. “A redução do otimismo pode ser explicada pelo excesso de otimismo impulsionado pela eleição de um novo governo, em 2018, e o desapontamento com o desempenho da economia durante 2019”, avalia a CNI. “Houve uma acomodação das expectativas em razão da dificuldade de recuperação do crescimento e da manutenção de elevadas taxas de desocupação”, completa a CNI.

 

 

 

A única forma de gerar empregos é garantir o crescimento econômico sustentado nos próximos anos. Para acelerar a retomada do crescimento, as reformas econômicas devem ser priorizadas, dando continuidade ao esforço de ajuste fiscal e promovendo melhorias no ambiente de negócios”, afirma a economista da CNI, Maria Carolina Marques. “A aprovação da reforma tributária, com redução da burocracia e da cumulatividade dos tributos, certamente contribuirá para promover o crescimento econômico sustentado”, completa Maria Carolina. 

 

As prioridades dos brasileiros, para o governo, em 2020 

Na pesquisa, os brasileiros também elegeram as prioridades para o governo neste ano. Em primeiro lugar, empatadas, ambas com 32% das assinalações, apareceram a melhoria da qualidade da educação e a criação de empregos. Em segundo lugar, com 30% das menções, há outro empate entre o combate à corrupção e a melhoria dos serviços de saúde. Em quinto lugar, com 27% das respostas, aparece o combate à violência e à criminalidade. “A gravidade dos problemas enfrentados pelo país dificulta a escolha do que deve ser priorizado em 2020”, afirma o levantamento.

Na comparação com o ano anterior, as menções à melhoria dos serviços de saúde diminuíram 11 pontos percentuais. No fim de 2018, a saúde aparecia em primeiro lugar, com 41% das respostas, entre as prioridades para 2019. De um ano para outro, também diminuiu o número de menções à geração de empregos e de combate à corrupção. Entretanto, cresceu de 14% para 18% o número de citações ao controle da inflação. Isso, na avaliação da CNI, é resultado do aumento no preço da carne no fim de 2019. Entre as prioridades para 2020, os brasileiros também citaram o aumento do salário mínimo, que obteve 15% de respostas e passou do 9º lugar em 2019 para o 7º lugar neste ano.

 

 

 

Problemas enfrentados em 2019 

Na avalição dos brasileiros, as prioridades para 2020 estão relacionadas aos principais problemas que o Brasil enfrentou em 2019. Conforme a pesquisa, o desemprego, com 47% das citações, a saúde, com 41% das respostas, a corrupção, com 36% das menções, e a segurança pública, com 33% das assinalações, lideram a lista de problemas do país no ano passado.

Esses problemas já lideravam o ranking de 2018. “A principal mudança observada em 2019 foi o crescimento da preocupação dos brasileiros com o desemprego”, observa a pesquisa. “Em 2018, a saúde (46%) e o desemprego (45%) apareciam em primeiro e segundo lugar, respectivamente, na lista dos principais problemas do país, mas empatados na margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos”, afirma o levantamento.

Esta edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Principais Problemas do País e Prioridades para 2020 ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios entre os dias 5 e 8 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

 

 

Fonte: Agência CNI de Notícias