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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

EDUCAÇÃO: Jovens do Programa ViraVida desenvolvem protótipo para a indústria

Jovens do ViraVida que desenvolveram protótipo autônimo em LEGO Foto Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB

Jovens do ViraVida que desenvolveram protótipo autônimo em LEGO Foto Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB

 

Equipe desenvolveu solução com kit tecnológico LEGO que visa reduzir o risco de acidentes em pedreiras

 

Em janeiro deste ano, jovens que integram o Programa ViraVida fizeram uma visita técnica à Pedreira Aratu como parte das atividades de imersão no ambiente de trabalho. Durante a visita, um detalhe despertou a curiosidade de um grupo de estudantes: as técnicas de extração adotadas na pedreira. Eles haviam sido apresentados à robótica educacional e, de volta ao laboratório, utilizaram as aulas de robótica para construir um protótipo. Surgiu daí uma solução autônoma para realizar o procedimento de detonação de explosivos em pedreiras, reduzindo o risco de acidentes de trabalho.

 

A solução, que já foi levada para eventos de robótica promovidos pelo SESI Bahia, a exemplo da Olimpíada Brasileira de Robótica-Etapa Bahia, foi apresentada a uma plateia especializada, no último dia 25 de outubro, durante a Feira da Construção Norte e Nordeste (FINNEC), realizada em Salvador, na Arena Fonte Nova. A FINNEC reuniu representantes de toda a cadeia da construção, promovendo a integração da indústria, comércio e serviços da construção com engenheiros, arquitetos, construtores, profissionais especializados da Bahia, do Norte e Nordeste.

 

PROTÓTIPO AUTÔNOMO

O protótipo desenvolvido pelos orientandos do ViraVida é um robô capaz de fazer movimentos em três dimensões para ativar os explosivos no processo de extração. O objetivo foi reduzir a exposição de pessoas e minimizar os riscos de acidentes no trabalho na realização da atividade exploratória. Independentemente do sucesso que o projeto desenvolvido nas aulas de tecnologia representou, a introdução da robótica na vida dos jovens foi transformadora.

 

Integrante da equipe, Daniel Moraes, 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio, diz que a robótica foi apresentada ao grupo assim que a turma do ViraVida iniciou, em 2019. “A robótica melhorou minhas habilidades e ajudou a desenvolver minha capacidade de trabalhar em equipe”, explica Daniel, que é morador do bairro de Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Graças ao contato com tecnologia, ele passou a se interessar por informática.

 

A experiência de pensar uma solução e de desenvolvê-la utilizando a robótica também foi enriquecedora para Carlos Antonio Campos. Ele também faz parte da equipe, juntamente com Daniel e outros cinco integrantes do ViraVida. Para Carlos, a robótica ensinou como realizar um trabalho cooperativo e a desenvolver uma competitividade saudável.

 

Carlos, que já tinha uma experiência autodidata com programação, pode aplicar os conceitos que já conhecia e, com as metodologias introduzidas pelo professor de robótica, Paulo Borba, e contribuiu para programar o protótipo. Outra experiência do ViraVida que somou muito para Carlos foi a participação em uma palestra promovida pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL). “Me destaquei nesta palestra e fui chamado para um processo seletivo do IEL para ser jovem aprendiz. Fui aprovado e hoje estou trabalhando numa empresa, no setor de tecnologia. Quero fazer graduação em sistema da informação e pretendo empreender nesta área”, revela. “Sem a robótica eu não teria desenvolvido a capacidade de inovar e criar soluções. Esta experiência me mostrou que sou capaz de criar soluções para o mundo e para as pessoas”, complementa Carlos.

 

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