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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

IV Congresso Brasileiro de Eucalipto discute “uso múltiplo sustentável”

 Evento promovido pela Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf) e o Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro/ES), aconteceu em 07 e 08 de agosto, na sede da FIEB, e marcou o lançamento do Bahia Florestal 2019 – relatório com dados do setor de base florestal no estado.

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Autoridades estiveram entre os presentes no Congresso, que aconteceu no auditório da FIEB. Fotos: valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB. 

Dados da Abaf mostram que, enquanto a produtividade média dos plantios baianos atinge 42m³ por hectare ao ano, a média anual nacional é de 35m³ por hectare. Já a produtividade média dos principais países produtores fica em 24m³ por hectare/ano. Em alguns lugares, o eucalipto, que na Bahia demora sete anos para ser colhido, só pode ser extraído após trinta anos de cultivo. “A atividade tem alta produtividade no estado, além de desenvolver economicamente as comunidades onde atua, ajudando a preservar a mata nativa e as APP, gerando energia e empregos”, afirma o presidente da Associação, Moacyr Fantini Júnior.

No entanto, a Bahia anda perde na “briga” por investimentos com outros estados, de acordo com o presidente do Sindifibras – Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais da Bahia, Wilson Andrade. Isto porque o estado carece de infraestrutura e logística para transporte da produção, além de enfrentar excesso de burocracia nos licenciamentos ambientais e na liberação de créditos fiscais. “Há também a questão da segurança jurídica, principalmente nas questões fundiárias, que deixa o investidor com receio de apostar em novos projetos”, disse.

 A Bahia ainda não produz (e processa) a madeira plantada suficiente para atender a demanda do estado e muito disso se dá pela falta de conhecimento sobre o setor. “Trabalhamos, inclusive, para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira para uso múltiplo, visando o atendimento da demanda por móveis, peças e partes de madeira na Bahia - hoje atendida, na sua maior parte, por outros estados brasileiros”, acrescenta Andrade, que também é diretor executivo da ABAF.).

Na abertura oficial do congresso estiveram presentes diversas autoridades locais e nacionais, entre os quais o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Valdir Colatto; o presidente da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do MAPA, Walter Rezende; o senador Irajá Abreu (autor do Projeto de Lei de liberação de investimentos estrangeiros para o agronegócio); do presidente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Paulo Hartung; o Secretário de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), Lucas Teixeira Costa, o presidente da FIEB, Ricardo Alban, além de acadêmicos, diretores de empresas, entre outros participantes, de todo o Brasil.