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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Implantação do Cimatec Industrial avança com projetos já em processo de desenvolvimento

Com a primeira fase em processo de conclusão, o Cimatec Industrial já tem projetos inovadores em desenvolvimento. Um deles, a Planta Piloto de Extração de Metais Valiosos, em parceria com a empresa Nexa, recupera metais presentes em resíduos industriais de mineradoras. O centro tecnológico terá também dinamômetros para testar motores de veículos elétricos e autônomos. Fundamentais para a mensuração de potência e resistência, os instrumentos serão peça-chave nas validações da chamada Engenharia da Mobilidade, que está em transformação e trará, ao mercado de automóveis, novos conceitos de locomoção.

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Obras da primeira fase do Cimatec Industrial estão sendo concluídas em Simões Filho. Fotos: Gilberto Júnior/Coperphoto/Sistema FIEB.  

 

Em funcionamento no SENAI Cimatec desde 2013, o primeiro Laboratório do Norte/Nordeste de alta performance de Motores ganhará uma nova dimensão no Cimatec Industrial, podendo realizar testes para cidades conectadas. “As mudanças na indústria automotiva estão acontecendo e as possibilidades de conexão com o processo de transformação digital são inúmeras”, afirma o gerente da área Automotiva do SENAI Cimatec, Maurício Bonifati.

“São projetos que estão sendo desenvolvidos no SENAI Cimatec, mas já em processo de transferência para o Cimatec Industrial”, conta o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Ricardo Alban. O local será um robusto centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação em ambiente industrial, com foco no escalonamento de produção, testes de grande porte, plantas piloto e desenvolvimento de protótipos em escala real, apoiando todo o processo de desenvolvimento tecnológico e inovação industrial.

A implantação do Cimatec industrial se dará ao longo de alguns anos, em ondas, com base na demanda industrial e nas tendências tecnológicas que apoiarão o desenvolvimento da Bahia e do Brasil. O centro de pesquisa contará com uma Fábrica de Plantas Pilotos. Algumas destas plantas já estão em negociação, a exemplo da que mede a verdadeira grandeza na produção de ferro gusa, forma impura do minério produzida num alto forno, que é fundida blocos para serem convertidos mais tarde em ferro fundido, aço, etc.

Nas plantas é onde se realizam provas de conceito, testes em equipamentos e componentes de grande porte, análise de gaps tecnológicos, bem como a definição de rotas de pesquisa e desenvolvimento. E qual a importância de estruturas como estas para a indústria? “Uma Planta Piloto é um pequeno sistema de processamento químico ou físico, em escala reduzida. São operadas para gerar informações sobre o comportamento de um sistema para uso em projeto de instalações maiores, e que permitam determinar se a técnica e os processos envolvidos são economicamente viáveis”, explica o diretor de Tecnologia e Inovação do Cimatec, Leone Andrade.

Linhas de atuação – Além de operar as plantas, o complexo será um espaço para a realização de ensaios e testes de sistemas e componentes de grande porte, por meio de laboratórios especializados e Incubação de empresas industriais, com a disponibilização de uma central de serviços industriais customizados, formando um verdadeiro “ecossistema de desenvolvimento tecnológico”, afirma Andrade.

É um projeto desenvolvido para expandir os limites da atual e já robusta infraestrutura do SENAI Cimatec, em Salvador (no bairro de Piatã) e, já nesta primeira etapa, terá uma infraestrutura diferenciada no país para atender necessidades nas áreas de Energia Eólica, Mecânica, Naval e Offshore, Automotiva, Elétrica, Construção Civil, Química, Petroquímica e Biotecnologia, Farmacêutica, Celulose e Papel e Petróleo e Gás.

Estrutura – Trata-se de uma área de 4 milhões de metros quadrados no centro industrial de Camaçari, com laboratórios avançados, grandes usinas piloto, áreas de segurança para testes e operações de risco e até uma pista de teste do setor automotivo. A primeira fase do complexo é composta por 12 edificações, sendo dez galpões industriais de grande porte, um prédio administrativo e uma portaria principal. Essas construções estão atualmente recebendo as instalações necessárias à plena operação dos espaços.