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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Seminário discute novas tendências para indústria gráfica

Evento promovido pelo Sigeb, em parceria com Sebrae-BA e SENAI Cimatec, mostrou como o uso de tecnologias pode melhorar o processo produtivo

Qual o futuro da indústria gráfica? Para onde e como deve seguir? Qualidade, eficiência, produtividade e a rapidez de entrega são desafios diários dos empresários do setor. A tecnologia e inovação podem ajudar a resolver esses e outros desafios para alavancar as vendas e aumentar a competitividade. Para discutir estas questões, empresários do segmento participaram na segunda-feira (03.12), no Centro de Eventos do SENAI Cimatec, do 1º Encontro Internacional de Tecnologia de Impressão e do XVII Seminário da Indústria Gráfica Norte/Nordeste. O evento teve como objetivo promover palestras com especialistas do setor gráfico para expor as principais novidades e tendências do setor, além de realizar uma visita guiada à Planta da Gráfica Modelo.
 

Considerado o evento mais importante do calendário anual do setor gráfico no estado, o seminário trouxe este ano o tema Rumo à Gráfica Modelo. Foto: André Santos / SENAI Cimatec.


Considerado o evento mais importante do calendário anual do setor gráfico no estado, o seminário trouxe este ano o tema Rumo à Gráfica Modelo. “Esta é uma excelente oportunidade para os profissionais e empresários se atualizarem sobre as principais tendências tecnológicas e disruptivas do setor”, destacou o vice-presidente da FIEB e presidente do Sigeb, Josair Bastos, na abertura do evento.

Ele ainda falou sobre o apoio do sindicato ao pequeno e médio empresário. “O Sigeb buscará sempre apoiar os associados e mostrar que é possível impulsionar o crescimento da área com um baixo investimento em tecnologia e inovação”, pontuou.

Para o presidente da FIEB, Ricardo Alban, o mundo está em transformação e a indústria precisa acompanhar as mudanças. “É importante que as empresas inovem, conheçam novas tendências e entendam esse novo cenário. É muito importante que as indústrias invistam em pesquisa e desenvolvimento para continuar sustentando seu negócio”, apontou.

A programação do seminário contou com as palestras Indústria 4.0 – Novos Recursos para a indústria de impressão, do gerente de Produto Brasil da Heidelberg, Phillip Fries; Os pilares da indústria 4.0, com o coordenador técnico do SENAI SP, Eneias Nunes; Manufacturing Execution System, com o engenheiro Aldeni Pagan, da Coom5; e Gráfica: uma indústria em transformação, com o consultor da An Consulting, Hamilton Terni Costa. Este último também lançou, no evento, o livro Gráfica: Uma indústria em transformação, pela Scortecci Editora, que mostra os caminhos do setor, tendências e a nova indústria de impressão.

Rumo à Gráfica Modelo

Durante as atividades do 1º Encontro Internacional de Tecnologia de Impressão e o XVII Seminário da Indústria Gráfica Norte/Nordeste, foi lançada a Planta Gráfica Modelo. A planta tem como objetivo coletar dados, obter informações da produção dos equipamentos e empregados, programar manutenções para evitar inatividade de equipamento e atuar de forma estratégica nas empresas gráficas, melhorando a produtividade do negócio.

“Qual a quantidade de papel que gastamos na produção? Qual a quantidade de tinta? Qual o tempo de setup de máquinas? Essas informações são fundamentais para indústrias que trabalham com processo produtivo. A coleta de dados é importante em qualquer ramo”, explicou o gerente da área Gráfica do SENAI Cimatec, Sérgio Martins.

Essas e outras perguntas agora podem ser respondidas graças a integração das áreas de gráfica, impressão e automação do SENAI Cimatec para montagem da Gráfica Modelo. “Embarcamos soluções com dispositivos automatizados para coleta de dados e gerenciamento de processos produtivos. Automatizamos a produção para aumentar a produtividade e alavancar os ganhos”, explica Martins.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) auxiliará os pequenos empresários na implantação da Gráfica Modelo em seus negócios. O diretor de Atendimento do Sebrae-BA, Franklin Santos, aposta na força do empreendedorismo como valor para transformar a sociedade. “As micros e pequenas empresas geram mais de 52% das forças de trabalho formais no país e mais de 27% do nosso PIB. Trabalhar pelo desenvolvimento é investir no crescimento delas”, pontua Franklin.