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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Produção industrial na Bahia tem queda de 14,2% em maio

 

A produção física da indústria de transformação da Bahia registrou queda de 0,1% em maio de 2018, no acumulado de 12 meses (contra crescimento de 1,2% em abril), ocupando a décima posição no ranking dos 14 estados que participam do estudo Produção Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), abaixo do Amazonas (11,5%), São Paulo (5,8%), Rio de Janeiro (5,6%), Mato Grosso (4,5%), Santa Catarina (4,4%), Ceará (3,0%), Goiás (2,4%), Paraná (2,1%) e Minas Gerais (1,8%). Os seguintes estados apresentaram queda nesse período: Rio Grande do Sul (-0,2%), Pernambuco (-0,3%), Espírito Santo (-2,3%) e Pará (-5,1%). Na média, a Indústria de Transformação nacional apresentou crescimento de 3,3%.

 

Em relação à indústria de transformação baiana, sete dos 11 segmentos analisados apresentaram queda em termos anualizados: Informática (-37,9%); Metalurgia (-9,3%); Minerais não metálicos (-7,5%); Refino de petróleo e biocombustíveis (-6,8%), setor que representa 29,0% do VTI da indústria de transformação, vide gráfico em anexo; Couro e Calçados (-6,4%); Celulose e Papel (-2,4%) e Produtos Químicos (-2,3%). Em sentido contrário, os seguintes segmentos apresentaram crescimento: Veículos automotores (22,9%, maior fabricação de automóveis com a evolução do mercado automotivo); Bebidas (7,9%); Alimentos (5,4%) e Borracha e Plástico (3,6%).

 

QUEDA DE 14,2%

Na comparação de maio de 2018 com igual mês do ano anterior, a produção física da indústria de transformação baiana apresentou variação negativa (-14,2%), acompanhando o resultado da indústria nacional (-7,8%). Todos os segmentos apresentaram queda: Veículos Automotores (-33,7%, com forte redução na produção de veículos e partes e peças automotivas); Couro e Calçados (-28,9%, com expressiva redução da fabricação de tênis de material sintético, calçados femininos, entre outro; Minerais não metálicos (-23,6%); Borracha e Plástico (-23%, por conta da redução de pneus, tubos ou canos plásticos para a construção civil, entre outros artefatos plásticos); Celulose e Papel (-19,1%, queda na produção de pasta química de madeira, caixas de papelão e papel para escrita/impressão); Metalurgia (-17,4%, redução na produção de barras, perfis e vergalhões de cobre, ferrocromo e ferromanganês); Alimentos (-15,8%, redução na produção de farinha de trigo, cacau/chocolate em pó, açúcar e carnes); Bebidas (-10,6%, queda na produção de cervejas, refrigerantes e águas minerais); Equipamentos de Informática (-7,3%); Produtos Químicos (-4,2%) e Refino de petróleo e biocombustíveis (-1,9%).

 

Na relação do acumulado de janeiro a maio de 2018, com igual período de 2017, a indústria de transformação baiana registra declínio de 1,3% (contra crescimento de 2,5% da indústria nacional). No período em análise, sete segmentos apresentaram retração: Minerais não Metálicos (-12,3%, com queda na produção de elementos pré-fabricados para construção civil, cimento, e ladrilhos, placas e azulejos de cerâmica), Couro e Calçados (-10,7%), Produtos Químicos (-6,9%, queda na produção de propeno não-saturado, etileno não-saturado e benzeno), Borracha e Plástico (-4,8%), Refino (-4,2%, queda na produção de óleos combustíveis e naftas para petroquímica), Celulose e Papel (-2,5%) e Metalurgia (-1,0%). No sentido contrário, quatro segmentos apresentaram expansão: Equipamentos de Informática (24,7%), Veículos Automotores (12,3%), Bebidas (11,9%) e Alimentos (5,9%).

 

IMPACTO DA GREVE

Os resultados da produção industrial brasileira e baiana no mês de maio refletem os impactos negativos que a greve dos caminhoneiros causou à economia nacional. O Brasil vive momento de grandes incertezas e a greve de pouco mais de 11 dias acentuou o cenário negativo. Nesse sentido, a FIEB realizou a “Sondagem Greve dos Caminhoneiros e Tabelamento do Frete” para avaliar os seus impactos junto aos empresários industriais baianos. O trabalho apontou que durante a greve, 49,3% das indústrias apresentaram redução de produção acima de 25% e que 50,6% das indústrias constataram redução no faturamento também acima de 25%. Além disso, mesmo após o período da greve, 60,9% das indústrias continuaram com redução no nível de produção. Em relação ao tabelamento do frete, 51,3% das empresas respondentes identificaram aumento do custo médio do frete acima de 25%.

 

Conforme as últimas informações do Banco Central (relatório Focus, 06/07/2018), as expectativas de mercado para 2018 são:(i) inflação (IPCA) de 4,17%; (ii) Selic em 6,50%; (iii) crescimento de 2,65% na produção industrial e (iv) crescimento de 1,53% no PIB.