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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Reforma curricular: Brasil está no rumo certo, diz especialista internacional

Diálogos de Educação reuniu educadores para discutir o curriíulo nacional Foto: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB
Diálogos de Educação reuniu educadores para discutir o curriíulo nacional Foto: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB
 
Em um mundo complexo e imprevisível é preciso preparar os jovens para que eles possam responder à altura dos desafios que se impõem. A observação é do especialista australiano Phil Lambert, que veio à Bahia a convite do Serviço Social da Indústria para participar da primeira edição internacional da Série SESI – Diálogos de Educação. Realizada no auditório da FIEB, nesta quarta-feira, 30.05, em Salvador, o evento fez parte das comemorações dos 70 anos do SESI Bahia. 
 
Para Lambert, ao implantar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) o Brasil segue tendência global. “Não é opcional, adotar uma base mínima de educação é imperativo”, frisa o especialista. Ele foi um dos responsáveis pela proposta da base curricular australiana, documento que serviu como referência para a construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) brasileira. Professor adjunto da Universidade de Sydney e da Nanjing Normal University, Lambert foi gerente da Autoridade Australiana de Currículo, Avaliação e Relatório (Acara), além de diretor regional de escolas, em Sydney. 
 
“O mundo é complexo, imprevisível. Você precisa preparar os jovens para responder à altura: pensar de forma criativa, crítica, estar apto a resolver problemas, trabalhar de forma cooperativa e ser resiliente e também solidário”, destaca o especialista. Para ele, o grande desafio é que todos os estados e governos concordem que o esforço nacional é o interesse básico. “A mensagem principal quando se estrutura uma base nacional curricular é saber quem é o público-alvo e dentre eles, o mais importante é o estudante”.
 
A discussão em torno da proposta da Base Nacional Comum Curricular reuniu ainda Paulo Mól, diretor de Operações do SESI Nacional, Jurema Oliveira Brito, coordenadora de Currículo da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, e José Teixeira Neto, articulador do Ensino Fundamental e Médio do Colégio Antônio Vieira.
 
“Diante da atualidade e relevância do tema, consideramos que a vinda de Phil Lambert à Bahia foi bastante oportuna para incrementar esta discussão. Tivemos aqui uma oportunidade ímpar de debater a educação na Bahia, com a participação dos diversos representantes e isso foi muito produtivo”, destacou Solange Novis, especialista em educação do SESI Bahia e coordenadora da Série Diálogos de Educação.
 
Phil Lambert falou da experiência do currículo australiano
Phil Lambert falou da experiência de implantação do currículo nacional australiano
 
Para Paulo Mól, a discussão foi muito oportuna. “O SESI se coloca de forma muito positiva e assertiva dentro desse debate. Que escola queremos ter, que tipo de capacitação os professores necessitam, que conteúdos queremos desenvolver. Trazer neste momento um professor da Austrália é uma forma de nos inspirar para saber de que forma podemos fazer isso aqui também no SESI”, destacou. 
 
Jurema Brito, da Secretaria de Educação do Estado, também elogiou a iniciativa. “O SESI proporcionou um debate qualificado e nos mostrou que, enquanto educadores, temos a oportunidade de fazer um debate respeitoso e qualificado das questões que emergem do currículo e precisamos pensar, educadores e a sociedade civil, para elaborar este currículo, que deve ser feito a muitas mãos”. 
 
O evento foi aberto pelo superintendente do SESI Bahia, Armando Neto, que destacou o compromisso da instituição, com a realização dos Diálogos de Educação, de promover o debate de temáticas que contribuam para o aprimoramento e melhoria da qualidade da educação no nosso estado. 
 
Ele destacou que o Sistema FIEB, ao eleger a Indústria 4.0 como eixo de atuação para os próximos anos, tem muito a fazer, especialmente na área de educação. “Acreditamos estar na trilha certa, com os resultados que temos alcançado com iniciativas pioneiras que têm colocado nossos estudantes em destaque em programas de pesquisa, voltadas para o ensino médio, a exemplo do programa de iniciação científica júnior”, ressaltou.
 
BASE CURRICULAR
 
A BNCC fixa conteúdos mínimos que os estudantes devem aprender e, atualmente, está em discussão a proposta para o ensino médio, com a realização de audiências públicas que vão percorrer vários estados. A primeira audiência pública realizada pelo Conselho Nacional de Educação aconteceu no dia 11 de maio, em Florianópolis (SC). Cada região do país sediará uma audiência. Ainda estão previstas audiências públicas para São Paulo (8 de junho), Fortaleza (5 de julho), Belém (10 de agosto) e Brasília (29 de agosto).