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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Sustentabilidade sindical foi tema do 3º encontro da Rede Sindical da Indústria

CNI apresentou várias propostas para enfrentar a queda de arrecadação e propôs a criação de uma taxa confederativa que agora será submetida às federações de indústria


Com o fim da contribuição compulsória em favor dos sindicatos e a perspectiva de queda da arrecadação, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) escolheu a Sustentabilidade Sindical como tema do 3º Diálogo da Rede Sindical da Indústria. O encontro foi realizado por videoconferência, nesta quarta-feira, 25.04, e foi acompanhado em Salvador por representantes de sindicatos associados à Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), na sede da entidade.


A CNI apresentou propostas que estão sendo colocadas como alternativas para viabilizar a manutenção financeira dos sindicatos. Dentre elas, está a criação de uma contribuição confederativa e outra que buscará regulamentar a fusão, incorporação e extinção de sindicatos que porventura não tenham como assegurar sua sustentabilidade.


Os representantes da CNI explicaram as propostas e como o Sistema Indústria está se organizando para auxiliar os sindicatos. No caso da fusão e incorporação de sindicatos, foi criado um grupo de trabalho que está estruturando uma metodologia, que inclui a formação de multiplicadores, para auxiliar nestes processos.  


Em um cenário em que a palavra de ordem é o reposicionamento, foi também tratada a possibilidade de diversificação das receitas por meio de parcerias, ou ampliação do número de associados.


A principal proposta apresentada para minimizar as perdas de arrecadação dos sindicatos a partir deste ano foi a criação da contribuição confederativa. Ela já foi aprovada na CNI e, até o fim de maio, as federações devem discutir a proposta nos seus respectivos conselhos de representantes.


João Baptista Ferreira, vice-presidente da FIEB para a região de Feira de Santana e vice-presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado da Bahia, acredita que a solução para os sindicatos é fortalecer o associativismo. Ele avaliou que as propostas trazidas pela CNI podem ser uma solução para os sindicatos que perderam arrecadação com o fim da contribuição sindical obrigatória.


Presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Amélia Rodrigues, Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos (Sindiplasf), Luiz da Costa Neto, disse que a reunião foi importante pois era expectativa dos representantes sindicais conhecer o posicionamento da CNI diante da queda de arrecadação. “Agora, nossa expectativa é saber como a FIEB vai se movimentar e nos orientar sobre o posicionamento diante das propostas apresentadas pela CNI”, destaca.  Para ele, 2018 será um ano de aprendizado para os sindicatos.


Iniciativa do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), a videoconferência ocorreu das 14h às 16h, com transmissão online para todo o país. Participaram como debatedores Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Camilla Cavalcanti, gerente-executiva de Desenvolvimento Associativo da CNI, Fabiola Pasini, gerente de Consultoria da Diretoria Jurídica da CNI e Alessandra Ciuffo, gerente de Fiscalização e Arrecadação da CNI. A apresentação será compartilhada com as federações pelo aplicativo da Rede Sindical.