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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Produção da indústria baiana cresce 0,2% em fevereiro

A produção física da indústria de transformação da Bahia cresceu 0,2%, em fevereiro de 2018, no acumulado de 12 meses, ocupando a 11ª posição no ranking dos 14 estados que participam da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), acima do Espírito Santo (-1,1%), Pernambuco (-1,9%) e Pará (-5,4%). Além da Bahia, apresentaram crescimento no acumulado os seguinte estados: Amazonas (8,1%), Rio de Janeiro (5,7%), Santa Catarina (5,1%), São Paulo (4,4%), Mato Grosso (3,6%), Paraná (3,3%), Ceará (3%), Goiás (2,9%), Minas Gerais (1,7%) e Rio Grande do Sul (0,9%).

 

Na média, a indústria de transformação nacional apresentou crescimento de 3%. Em relação à indústria de transformação baiana, cinco dos 11 segmentos analisados apresentaram queda em termos anualizados: Equipamentos de Informática (-55,1%); Metalurgia (-20,7%, mercado em baixa e influência de uma parada para manutenção da Paranapanema iniciada no fim de março); Refino de petróleo e biocombustíveis, setor que representa 29,0% do VTI da Indústria de Transformação (-8%, devido a paradas programadas nos meses de janeiro, fevereiro, novembro e dezembro da RLAM, além do crescimento da concorrência dos combustíveis importados); Minerais não metálicos (-4,8%) e Produtos Químicos (-0,5%).

 

Em sentido contrário, seis segmentos apresentaram crescimento na produção no período: Veículos automotores (33,1%, maior fabricação de automóveis com a evolução do mercado automotivo); Borracha e Plástico (5,7%); Alimentos (4,8%); Bebidas (4,2%); Couro e Calçados (2,9%) e Celulose e Papel (0,9%).

 

ALTA DE 3,8% EM FEVEREIRO

Na comparação de fevereiro de 2018 com igual mês do ano anterior, a produção física da indústria de transformação baiana apresentou variação positiva (3,6%), enquanto a indústria nacional registrou alta de 3,9%. Quatro segmentos apresentaram crescimento: Veículos Automotores (30,1%, impulsionado pela maior fabricação de automóveis); Celulose e Papel (24,7%, pastas químicas de madeira, papel para escrita e caixas de papelão); Bebidas (21,3%, maior produção de refrigerantes, cervejas e chope) e Alimentos (11,2%, resíduos da extração do óleo de soja e óleo de soja em bruto e refinado).

 

De modo contrário, os seguintes segmentos apresentaram queda: Metalurgia (-12,2%, redução da produção de barras, perfis e vergalhões de cobre, fios de cobre refinado, ouro em formas brutas para usos não monetários e ferrocromo); Minerais não metálicos (-9,2%); Produtos Químicos (-8,8%); Borracha e Plástico (-6,4%); Equipamentos de Informática (-6,1%); Refino de Petróleo e Biocombustíveis (-2,4%); e Couro e Calçados (-1,8%).

 

BAHIA: RECUPERAÇÃO LENTA

Os dados positivos da PIM-PF de fevereiro de 2018 sugerem que o processo de recuperação econômica em curso avança de modo sustentável, tendo em vista que esse é o 8º mês consecutivo de ganhos da produção na indústria de transformação nacional. No caso da Bahia, a recuperação do setor progride em um ritmo menor, uma vez que os impactos oriundos do segmento de Refino de Petróleo e Biocombustíveis ainda contribuem negativamente. No entanto, resultados muito positivos no segmento de Veículos Automotores e, em menor grau, nos de Alimentos, Bebidas, Borracha e Plástico, Celulose e Papel contribuíram para que a Bahia apresentasse pela primeira vez, desde maio de 2014, resultado positivo em 12 meses.

 

Refletindo o início do ciclo de retomada, o PIB Brasil 2017 cresceu 1,0% em relação ao ano anterior, de acordo com o IBGE, e o PIB Bahia cresceu 0,4%, de acordo com a SEI. O ano de 2018 será importante para a consolidação do crescimento econômico, uma vez que se espera a volta da normalidade do ambiente político com a realização de eleições e a retomada das discussões da Reforma da Previdência, inescapável para qualquer governo eleito, tendo em vista o crescimento do déficit, cujas previsões já se aproximam da soma de R$ 200 bilhões para este ano.

 

Assim, o cenário de baixos juros e inflação, combinado com condução de políticas econômicas previsíveis, certamente fomentará o investimento privado, dando sustentabilidade a um novo ciclo de crescimento.

Conforme informações do Banco Central (relatório Focus, 06/04/2018), as expectativas de mercado para 2018 são: (i) inflação (IPCA) de 3,53%; (ii) Selic em 6,25%; (iii) crescimento de 4,29% na produção industrial e (iv) crescimento de 2,8% no PIB.