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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Indústria baiana voltará a crescer em 2018

 

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O Sistema FIEB pretende estimular a retomada da produção industrial com investimentos estruturantes, como o Cimatec Industrial

 

“É a primeira vez que vemos uma conjuntura política tão instável. Faltando menos de um ano para as próximas eleições presidenciais, sequer sabemos quem serão os principais candidatos, muito menos quais as propostas de governo que serão colocadas à mesa. Para a indústria, que precisa planejar os investimentos com muita antecedência, essa instabilidade é o pior dos mundos”, afirmou o presidente da FIEB, Ricardo Alban, alertando para o risco de o descrédito na política estimular um candidato outsider a disputar e vencer as próximas eleições presidenciais.

O alerta foi feito durante coletiva à imprensa, na manhã desta quarta-feira (dia 06.12), na sede da FIEB. Ricardo Alban fez uma avaliação das perspectivas econômicas para o Brasil e a Bahia, especialmente em relação ao setor industrial. Ele avaliou que o PIB do Brasil deverá crescer 2,5%, em 2018, bem abaixo da média esperada para as economias emergentes (4,8%) e, além disso, sobre uma base de comparação muito deprimida. Em sentido contrário, a Inflação deverá ficar abaixo da meta (4%) e os juros (Selic) devem permanecer no menor patamar histórico (7%). Além disso, haverá redução do desemprego, porém de forma lenta.

A produção industrial brasileira também deverá voltar a crescer de forma mais substancial, em 2018 (2%), segundo relatório do Banco Central. A indústria da Bahia, considerada a 7ª maior do país, crescerá 2,5% no próximo ano, na avaliação da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI), com seus principais segmentos retomando o nível de atividade de passado recente.

SEGMENTOS QUE VÃO CRESCER

Construção civil, refino de petróleo e produção de álcool, químico/petroquímico, plástico e borracha, celulose e papel, metalurgia básica e a área automotiva serão segmentos que devem crescer em 2018, na avaliação da FIEB. Porém, não se deve esperar uma retomada ampla da atividade industrial e do emprego, pois, no curto prazo, será aproveitada a capacidade ociosa existente. Há, também, a tendência de se aproveitar oportunidades externas, com ajuda do câmbio favorável, mas, para tanto, as empresas precisam se preparar para ser competitivas em padrão internacional, destacou Ricardo Alban.

Nesse cenário, o Sistema FIEB planeja manter, em 2018, os investimentos previstos, independente da queda de arrecadação registrada nos últimos anos. No total, a instituição investirá nada menos que R$ 103 milhões, dos quais R$ 68 milhões oriundos do SENAI e R$ 34 milhões do SESI.

Grandes projetos estão já em implantação – como o Cimatec Industrial, cuja primeira etapa será entregue em junho do próximo ano, no Distrito Industrial de Camaçari; e o Instituto de Tecnologia da Saúde, que irá apoiar a área de saúde no Brasil com o desenvolvimento de medicamentos, equipamentos e materiais estratégicos para o SUS. E outros estão em planejamento, a exemplo do Centro Odontológico, que hoje funciona no Lucaia e passará para uma ampla área em Piatã, ao lado da Escola Djalma Pessoa e do SENAI Cimatec.


Confira aqui a apresentação.