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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Segmento de papel e celulose debate sustentabilidade

A sustentabilidade e a importância da atuação das empresas com atenção para os aspectos ambientais e sociais foram discutidos, nesta terça-feira (28.11), no II Fórum de RH e Sustentabilidade, promovido pelo Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel, Papelão e Artefatos de Papel e Papelão no Estado da Bahia (Sindpacel), na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).

Presidente da FIEB, Ricardo Alban, destacou a importância da iniciativa do sindicato para as indústrias. Fotos: Valter  Pontes / Coperphoto / Sistema FIEB.

“A sustentabilidade permeia o setor. Ela é muito mais do que a questão ambiental e tem relação com a perenidade da empresa”, destacou o presidente do sindicato, Jorge Cajazeira, que também defendeu a importância do associativismo. “Sozinhas as empresas são importantes para uma região. Entretanto, a união é necessária para a mobilização coletiva e o sindicato congrega essas vozes, alinha as necessidades”, pontuou.

O trabalho de defesa de interesses da indústria realizado pela FIEB foi destacado pelo presidente da entidade. “O engajamento será necessário para a relação das empresas com os sindicatos e também com as Federações e a CNI”, ressaltou.

PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS

O engajamento da indústria com a sustentabilidade foi abordado pela gerente de Meio Ambiente e Responsabilidade Social da FIEB, Arlinda Coelho. “É preciso entender que a sustentabilidade não é apenas uma estratégia superficial. É preciso conhecer o conceito, as tendências e internalizar isso nas práticas dentro das organizações”, orientou, enumerando aspectos que precisam ser observados pela empresa, como requisitos legais, gerenciamento de riscos e gestão dos insumos, por exemplo. Ela também explicou a atuação da FIEB de apoio às empresas na área de sustentabilidade.

A gerente de Meio Ambiente e Responsabilidade Social da FIEB, Arlinda Coelho, falou sobre o engajamento da indústria com a sustentabilidade

Já o sócio fundador da SEI Consultoria, João Paulo Altenfelder, destacou a necessidade de as empresas cuidarem do relacionamento com todos os públicos de interesse. “Todo modelo de negócio gera relacionamento. Toda empresa que tiver um bom relacionamento com partes interessadas vai ser mais competitiva e ter mais chance de realizar seus objetivos de negócios”, observou.

Executivos e gestores de recursos humanos, relações institucionais e sustentabilidade das empresas BSC, Fibria, Klabin, Kimberly Clark, Penha Papéis, Penha Embalagens, Suzano e Veracel – todas associadas ao Sindpacel – participaram do evento, que também discutiu as alterações nas leis trabalhistas, que entraram em vigor em novembro.

O advogado Lucas Pacheco de Miranda, sócio do escritório Guimarães e Meireles, falou sobre os aspectos relacionados às negociações sindicais. “A reforma trouxe alterações que permitem que empregados com nível superior e que têm uma determinada faixa salarial negociem diretamente com os empregadores. Com isso, os empregados passam ter uma autonomia muito grande”, explicou.