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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Principais mudanças da Reforma Trabalhista são explicadas em seminário na FIEB

Os contratos de prestação de serviços, a questão da terceirização e a prática do home Office foram algumas das mudanças trazidas pela Reforma Trabalhista, sancionada em julho deste ano. A nova legislação, que passa a valer a partir de 11 de novembro, porém, ainda é desconhecida da maior parte das pessoas. Com o objetivo de disseminar as principais alterações realizadas na CLT, a FIEB, em parceria com a Fecomércio e a Faeb realizaram, nesta sexta-feira (22), o seminário Reforma Trabalhista e seu Impacto nas Empresas. 

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Fotos Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB. 

“É uma oportunidade de discutir a Reforma, que considero um divisor de águas na modernização das leis trabalhistas”, afirmou o vice-presidente da FIEB, Carlos Henrique Gantois, na abertura do evento. Ele ressaltou ainda que, com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical (promovida pela Reforma), os sindicatos “terão de se reinventar”, tornando-se mais representativos.

 

O superintendente da Fecomércio-BA, Paulo Studart, argumentou que a Reforma recebeu apoio do setor produtivo, pois vai trazer liberdade de negociação, mantendo a proteção dos trabalhadores. “As três federações trabalham em conjunto buscando melhorar o ambiente de negócios, e estas mudanças vão induzir maior produtividade. A lei tem que pegar! ”, clamou. 

 

“Toda mudança enfrenta resistência. No entanto, a mudança não tira direitos, mas dá prevalência ao diálogo e atende aos princípios modernos”, defendeu o assessor jurídico da FAEB, Aurélio Pires.

 

Convidada para ministrar a palestra voltada para empresários “Reforma Trabalhista: o que muda”, a gerente-executiva de Relações do Trabalho da CNI, Sylvia Lorena, acredita que é preciso aplicar a lei com responsabilidade. “A primeira coisa é conhecer a lei, e a sua realidade empresarial para que a lei seja aplicada corretamente, com cautela e com a melhor interpretação, ou seja, com uma interpretação que guarde o equilíbrio entre a proteção do trabalhador e as necessidades da empresa”, afirmou. 

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