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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Diálogo da Rede Sindical discutiu as mudanças e benefícios da reforma trabalhista

 

Líderes e executivos sindicais participaram do 2º Diálogo Sindical Foto Lúcio Távora/Coperphoto/Sistema FIEB


Com uma videoconferência sobre o tema Modernização Trabalhista - Impactos sobre o Ambiente de Negócios, foi realizado, nesta segunda-feira, 21 de agosto, o 2º Diálogo da Rede Sindical da Indústria, uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Transmitida simultaneamente para todo o país, a palestra foi acompanhada, na Bahia, por presidentes e executivos de sindicatos associados à Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), na sede da FIEB e na unidade do SENAI de Feira de Santana.


Conduzida pelo presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, e pela gerente-executiva de relações do Trabalho da CNI, Sylvia Lorena de Sousa, a apresentação faz parte das iniciativas de mobilização da CNI em defesa dos avanços que a nova legislação trará para as relações de trabalho no país e também para esclarecer sobre pontos ainda pouco discutidos da lei.

Para o diretor executivo da FIEB, Vladson Menezes, foi uma oportunidade de discutir as dúvidas e principais características da modernização trabalhista. “Certamente tem-se muito a avançar porque a interpretação efetiva somente se dará no dia a dia, na prática, e a jurisprudência demora um certo tempo para se consolidar, mas, enquanto visão inicial para o posicionamento do setor empresarial, a iniciativa foi muito esclarecedora e positiva”, destacou.

O presidente do Sindicato da Indústria de Cerâmica na Bahia (Sindicer), Jamilton Nunes, disse que fez questão de estar presente porque na próxima semana vai tratar do tema em uma reunião interna com os advogados do sindicato. “Achei fundamental que este tipo de iniciativa esteja ocorrendo, envolvendo sindicatos, Federação e a CNI, para que tenhamos uma linguagem só ao falar de Reforma Trabalhista. Isso é muito importante para o segmento empresarial”, frisou. O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais, Petroquímicas e de Resinas Sintéticas de Camaçari, Candeias e Dias D'Ávila  (Sinpeq), Roberto Fiamenghi, também esteve presente à reunião.

 

Jamilton Nunes destacou a importãncia da troca de informações para preparar os sindicatos para as mudanças Foto: Lúcio Távora/Coperphoto/Sistema FIEB

O coordenador do Conselho de Relações Trabalhistas da FIEB, Homero Arandas, também acompanhou a videoconferência. Para ele, a palestra dos representantes da CNI serviu para esclarecer dois pontos: “o de que a reforma não tira direito algum do trabalhador e a necessidade de as entidades empresariais partirem para um processo de comunicação com as suas bases, empresas e com a sociedade, de um modo geral, explicando que esta reforma é boa para o trabalhador, para as empresas e excelente para o Brasil”.

Em um encontro que durou cerca de duas horas e meia, Sylvia Lorena fez uma longa explanação sobre os principais pontos de mudança trazidos pela nova legislação, que entra em vigor a partir do mês de novembro. Ela abordou os principais avanços da nova legislação, em especial a valorização do diálogo entre empregado e empregador, a perspectiva de estimular a competitividade e a geração de empregos, considerando os avanços quanto à segurança jurídica para o empregador.

O presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan aproveitou para convocar os sindicatos, empresários a sensibilizarem toda a rede de relacionamento do sistema indústria de forma a potencializar uma articulação conjunta. Ele elencou as iniciativas que a CNI vem empreendendo neste sentido e lembrou que os próximos três anos serão de aprendizado para que todas estas modificações sejam absorvidas.

O 2º Diálogo da Rede Sindical da Indústria faz parte das ações do Programa de Desenvolvimento Associativo, desenvolvido pela CNI com o apoio das federações de indústria.