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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Bahia inicia elaboração de Política de Mineração

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Considerado o quinto maior produtor do país no setor da mineração, com 4% da produção nacional, a Bahia deu início, na manhã desta quarta-feira (12), na elaboração da sua Política Mineral, uma iniciativa inédita no estado. A construção da política para o segmento é coletiva e leva em consideração o conjunto de conhecimentos de gestores públicos, empresários e estudiosos. A proposta visa apoiar e incentivar ações na promoção de atração de investimentos, como ressalta o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Jaques Wagner. 
 
“A variedade da geologia da Bahia é muito grande. A construção da política da mineração é um esforço, que envolve o diálogo com os envolvidos no segmento mineral. O objetivo é ampliar o debate e construir uma política inclusiva para que todos sejam beneficiados“, destaca Wagner. 
 
Foram discutidos nos debates técnicos, realizados na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), a necessidade de melhorias na infraestrutura, com ferrovias, rodovias e portos; mais agilidade nos licenciamentos ambiental e mineral; legislação, financiamentos, pesquisas, desenvolvimento tecnológico, inovação, tributação e impactos ecológicos e econômicos. O planejamento vai regulamentar o setor no estado até 2035. 
 
“A política da mineração é algo de grande importância e complexidade. Envolve a renovação e a conservação das malhas ferroviária e rodoviária, já que o meio de escoamento da produção é, talvez, o principal desafio da indústria mineral”, destaca o presidente da Fieb, Ricardo Alban. 
 
O impacto para a população baiana é positivo. O setor de mineração, que atualmente gera aproximadamente 16.500 postos de trabalho, sendo 85% no semiárido, deve ampliar a oferta de emprego e renda. Para as empresas, significa o desenvolvimento mais expressivo. Um bom exemplo é a Lipari Diamantes, que opera no município de Nordestina. Em 2016, a mineradora contribuiu para que a exportação brasileira aumentasse em 4,6 vezes. Para 2017, a expectativa é que o aumento seja dez vezes maior. 
 
“A política da mineração reduz as incertezas. Contribui para que o investidor aposte no país ou estado, pois a política dá uma visão mais clara do contexto“, afirma Eric Bruno, coordenador de Meio Ambiente e Recursos Minerais da Lipari Mineradora. 
 
A riqueza geológica do território baiano coloca o estado em destaque no setor. A Bahia lidera o Nordeste, com 40% da produção regional. Além disso, é o único produtor nacional de urânio, Cromo, Diamantes em Rocha e Vanádio, sendo o último produzido no município de Maracás, onde está localizada a única mina do elemento de toda a América do Sul. A mineração tem impacto direto em setores, como construção civil, joalherias, indústrias aeroespaciais e químicas, até a fabricação de computadores. 

Fonte: SECOM - Governo da Bahia
Repórter: Leonardo Martins