A+ A-

Notícias

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Faturamento da indústria encerra 2015 com queda de 8,8%

Indicadores Industriais mostram que as horas trabalhadas no setor tiveram queda de 10,3% e emprego recuou 6,1% no ano passado
 
A intensificação da crise econômica agravou ainda mais o desempenho do setor industrial em 2015. O faturamento da indústria diminuiu 8,8%, as horas trabalhadas caíram 10,3% e o emprego teve queda de 6,1% no ano passado na comparação com 2014. As informações são da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (1º). 
 
Com atividade em queda, empresários da construção estão mais pessimistas
Rigidez das contas públicas limita investimentos federais em infraestrutura
Além disso, a utilização de capacidade instalada de 2015 foi de 78,9%, ou seja, 2,3 pontos percentuais menor do que a média de 2014. A massa salarial real caiu 6,2% e o rendimento médio real dos trabalhadores da indústria recuou 0,1% em 2015 frente a 2014. 
 
"Foi um ano bastante negativo para a indústria", disse o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Os dados mostram que a queda da indústria em 2015 foi mais forte do que a registrada em 2009, ano em que a economia brasileira enfrentou os efeitos da crise financeira mundial. Em 2009, por exemplo, o faturamento da indústria caiu 4,7% e as horas trabalhadas na produção diminuíram 7,7% em relação a 2008. 
 
Para Castelo Branco, não há perspectiva  de melhora deste quadro no curto prazo. "A expectativa é de nova queda em 2016", afirmou o economista.  Segundo ele, a retomada da produção será lenta e depende do ajuste fiscal e de reformas estruturais que reduzam os custos e aumentem a  produtividade das empresas. Entre as reformas defendidas pela CNI estão a simplificação do sistema tributário, a modernização das relações do trabalho e a revisão das regras da Previdência Social.
 
EMPREGO E HORAS TRABALHADAS - Em dezembro, os índices de emprego e de horas trabalhadas tiveram queda pelo 11º mês consecutivo. Enquanto o emprego retraiu 0,2% na comparação com novembro, na série livre de efeitos sazonais, as horas trabalhadas reduziram 0,9% no período. Já o faturamento ficou 0,6% abaixo do registrado em novembro.
 
Conforme a pesquisa, embora a utilização da capacidade instalada tenha crescido 0,2 ponto percentual em dezembro frente a novembro, a ociosidade na indústria continuou elevada. O setor operou, em média, com apenas 77,5% da capacidade instalada na série sem influências sazonais. A massa salarial diminuiu 0,2% em dezembro frente a novembro, na série dessazonalizada. Já o rendimento do trabalhador cresceu 0,8% na mesma comparação.
 
Fonte: Portal da Indústria