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terça-feira, 9 de junho de 2015

Indústria de transformação da Bahia registrou retração de 6,4% em abril


Em abril de 2015, a taxa anualizada da produção física da Indústria de Transformação da Bahia foi de -6,4%, registrando declínio em relação à registrada em março de 2015 (-5,6%). Assim, a Bahia se posiciona no 8º lugar do ranking dos 14 estados que participam da pesquisa do IBGE (PIMPF-R), do qual apenas três apresentaram desempenho positivo: Mato Grosso (2,4%), Goiás (2,2%) e Espírito Santo (0,3%). Os outros estados registraram resultados negativos: Amazonas (-13,1%), Paraná (-7,6%), Rio de Janeiro (-7,1%), Minas Gerais (-7,0%), São Paulo (-6,9%), Rio Grande do Sul (-6,7%), Bahia (-6,4%), Ceará (-5,0%), Santa Catarina (-4,2%), Pernambuco (-1,8) e Pará (-0,6%). Na Bahia, dos onze segmentos pesquisados, apenas quatro apresentaram resultados positivos: Produtos Químicos (3,6%), Celulose e Papel (2,6%), Couro e Calçados (2,8%) e Borracha e Plástico (0,1%). Em sentido contrário, apresentaram retração os segmentos: Equipamentos de Informática (-50,8%), Metalurgia (-16,7%), Refino de Petróleo e Biocombustíveis (-11,6%), Bebidas (-7,5%), Minerais não metálicos (-6,5%), Veículos automotores (-3,0%) e Alimentos (-0,7%).


Na comparação de abril de 2015 com igual mês do ano anterior, a produção física da Indústria de Transformação baiana apresentou expressiva queda de 13,5%. Apenas dois dos onze segmentos industriais da Bahia apresentaram resultados positivos: Veículos automotores (1,4%, maior fabricação de automóveis) e Couro e Calçados (0,7%, maior produção de tênis de material sintético). Puxando a queda do agregado, apresentaram retração os segmentos: Equipamentos de Informática (-63,0%, queda na produção de computadores pessoais de mesa  - PC Desktop - e gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo - laptops, notebook, handhelds, tablets e semelhantes), Metalurgia (-33,4%, menor produção de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre, lingotes, blocos ou placas de aços ao carbono e fio-máquina de aços ao carbono), Bebidas (-14,1%, recuo na fabricação de cervejas e chope), Refino de petróleo e biocombustíveis (-20,9%, redução na fabricação de óleo diesel, gasolina automotiva, naftas para petroquímica e óleos combustíveis), Bebidas (-16,3%), Alimentos (-13,4%, queda na produção de farinha de trigo, manteiga, gordura e óleo de cacau, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e cacau ou chocolate em pó), Minerais não metálicos (-12,4%), Celulose e Papel (-6,0%), Produtos Químicos (-1,5%) e Borracha e Plástico (-0,5%).


Tendo em conta o acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, em comparação a igual período de 2014, verifica-se uma queda de 12,8% na produção da Indústria de Transformação baiana. Tal desempenho foi determinado pelo resultado dos seguintes segmentos: Equipamentos de Informática (-66,4%, recuo na fabricação de computadores pessoais de mesa e gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo - laptops, notebook, handhelds, tablets e semelhantes), Refino de petróleo e biocombustíveis (-35,2%, menor produção de óleo diesel, óleos combustíveis, naftas para petroquímica e gasolina automotiva), Metalurgia (-24,3%), Bebidas (-16,1%, menor produção de cervejas, chope e refrigerantes), Minerais não metálicos (-11,2%, queda na produção de elementos pré-fabricados para construção civil de cimento ou concreto, massa de concreto, ladrilhos, placas e azulejos de cerâmica para pavimentação ou revestimento de cimentos “Portland”), Alimentos (3,3%), Produtos Químicos (-2,2%) e Borracha e Plástico (-0,5%). Por outro lado, houve expansão da produção nos segmentos Veículos Automotores (31,8%, impulsionado não só pela maior produção de automóveis e painéis para instrumentos de veículos automotores, mas também por uma baixa base de comparação, já que esse setor recuou 28,2% nos quatro primeiros meses de 2014.), Celulose e papel (8,2%, aumento na fabricação de pastas químicas de madeira) e Couro e Calçados (4,8%, aumento na fabricação de tênis de material sintético).


O setor industrial (brasileiro e baiano) registra um primeiro quadrimestre bastante desaquecido, refletindo sobretudo uma conjuntura doméstica de retração econômica. Do ponto de vista estadual, o desempenho negativo de abril ainda é reflexo da parada da RLAM que responde por quase um terço do VTI da Indústria de Transformação. Por outro lado, cumpre registrar o movimento de recuperação do segmento de Automóveis (+31,8% no acumulado do ano), após o bem sucedido lançamento de novo modelo de carro (além da operação de fábrica de motores).


Quanto às perspectivas para 2015, há poucos elementos para uma recuperação expressiva da indústria nacional. A estimativa de mercado é de queda da atividade industrial de 3,2% (relatório do Banco Central) este ano, com alguma recuperação em 2016 (+1,5%). Alguns indicadores ilustram as dificuldades enfrentadas pela economia nacional: (i) inflação elevada (o IPCA acumula alta de 4,57% no ano até abril e 8,17% em 12 meses, contra um teto de meta de inflação de 6,5% para todo o ano de 2015); (ii) constante elevação da taxa de juros, com a Selic já alcançando 13,75%; e (iii) crescimento do desemprego – segundo a PME (Pesquisa Mensal de Emprego – IBGE), em abril de 2015, a taxa de desemprego foi de 6,4%, bem acima da verificada em abril de 2014 (4,9%), para o conjunto de seis regiões metropolitanas investigadas. No caso específico da Região Metropolitana de Salvador, a taxa passou de 9,1%, em abril de 2014, para 11,3%, em abril de 2015 (+2,2 pp). Por outro lado, a depreciação do Real pode ser um alento para o setor exportador.