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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Falta de governança afeta competitividade dos distritos industriais da Bahia

Estudo feito pela FIEB faz radiografia dos problemas que atingem 14 distritos industriais do estado

 

Problemas de segurança, de disponibilidade de terrenos e de infraestrutura como, por exemplo, pavimentação ruim, falta de sinalização, calçamento, iluminação e drenagem são comuns aos distritos industriais da Bahia, inclusive nos mais próximos de Salvador, como CIA e Polo de Camaçari. Todos esses problemas poderiam ser resolvidos, de forma emergencial, com investimentos públicos da ordem de R$ 164 milhões. Entretanto, um aspecto também comum a eles surge como explicação de todos os problemas: a fragilidade na governança.

 

Estudo foi apresentado na reunião de diretoria da FIEB.FOTOS: Rafael Martins/Sistema fieb.

 



Essa é a síntese do estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia sobre a situação em que se encontram os distritos industriais da Bahia, apresentado, ontem (dia 22.08), em reunião de diretoria da entidade. O estudo, intitulado Projeto Distritos Industriais da Bahia, desenvolvido pela Fundação Vanzolini, entre janeiro e julho deste ano, traça uma radiografia dos problemas que comprometem a competitividade das indústrias instaladas em 14 distritos industriais baianos, e que também afastam potenciais investidores de se instalar neles.

 

Os problemas identificados são de natureza micro e poderiam ser superados com investimentos e com uma melhor governança, da avaliação da Fundação Vanzolini. Por exemplo, no Polo de Camaçari chamam a atenção a necessidade de melhor iluminação, pavimentação e segurança. No Distrito de Subaé, em Feira, são necessários mais investimentos em segurança a pavimentação. Já em Juazeiro, chama atenção a precariedade na drenagem, iluminação e pavimentação. Além disso, em muitos dos distritos há incerteza sobre as áreas de propriedade do governo do estado, segundo mapas e registros, além de haver grande quantidade de invasões e terrenos “apalavrados” com empresas que não se instalam, o que parece remeter à especulação imobiliária. 

 

“Na origem de todos esses problemas, está a questão da governança”, afirma o presidente da FIEB, José Mascarenhas. Exemplo disso é a indisponibilidade de terrenos para abrigar novas empresas nos distritos. Enquanto isso, há a cessão de terrenos a empresas não industriais ou a oferta de terrenos excessivamente grandes a empresas que, de fato, só demandam áreas menores. Outro problema: as disputas para saber de quem é a responsabilidade – se do estado ou do município – para resolver problemas como falta de transporte, de iluminação e limpeza.

 

O estudo não contemplou questões macro, como os entraves ao escoamento da produção, a exemplo de melhorias no Porto de Aratu, fundamentais para as indústrias instaladas no Polo Industrial de Camaçari.